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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Segredo...

O Cósmico é o Manancial.
A Inspiração, o anzol.
A isca, um desejo...
Pescador, qualquer um...
Pescado: 
alimento para saciar a fome do Belo e do Bem!

- Jorge Pi

Determinação

Use de determinação, na vida... Mas, convém sempre não negligenciar a harmonia interior e a

 paciência, para que possa ser realizada a COMPAIXÃO.

Todo aquele(a) que está ao nosso redor é, incondicionalmente, merecedor disto.

- Jorge Pi

Místico...

Meu coração transborda de alegria e de tristeza profundas... Entre o sim e o não, há um abismo medonho... E a Humanidade Inteira se sensibiliza a ponto de me socorrer, silenciosamente, diante da impossibilidade de ser feliz... Porém, algo pequenino rebenta, de repente, de dentro de meu peito e se transforma em um Sol Fulgurante e me consome vivo e o peso da dúvida se extingue, tornando-me liberto de mim mesmo, numa apoteose de Luz-Vida-Amor...

- Jorge Pi

Oroboro...

Oroboro...

- Mas, para quê viver?!

- E para quê, morrer?!

Viver é morrer e morrer é viver!

Oroboro!!!

- Jorge Pi

Ausência...

A ausência é a marcante crueldade da 'não-coisa' que insiste em, não estando, tornar-se uma 'presença-fantasma'...
E, de susto em susto, o medo vai embora; embora volte, de vez em quando, só pra ver se há sofrimento...

- Jorge Pi

Constatando...

No mundo virtual, não se experiencia;
imagina-se, presume-se,
no máximo...

Na vida real, constata-se!
E é muito bom constatar o que se imagina, não é mesmo?!

- Jorge Pi

A Paciência

Se conhecer é se alimentar e se paciência é o conhecimento da paz, então, o mais nutritivo de todos os alimentos é a paciência! E o melhor é que, quanto mais nos empanturramos da paciência, maior leveza nos acometerá, na vida.

- Jorge Pi

Crisálida-Borboleta


Borboleta foi crisálida ou crisálida já é borboleta? Ou, a leveza da borboleta deve muito à rigidez da crisálida... Assim, felicidade de crisálida é ser dor e agonia e desejo tendo em vista ser borboleta! Portanto, todos nos enganamos: há mais beleza na decrepitude da crisálida do que força e há mais força na graciosidade da borboleta do que beleza! Quer dizer: a borboleta é bela 'por causa' do sacrifício da crisálida e a crisálida realiza o Sagrado Ofício da auto-consumação, tendo em vista a Diáfana Apoteose da borboleta! Em outras palavras: a importância de algo ou alguém está em sua disponibilidade para o Acontecer! E, ainda, a borboleta 'É' a crisálida, metamorfoseada!

- Jorge Pi


Visão de Conjunto

Costumamos não ter visão de conjunto: aquilo que categorizamos, apressadamente, em nossas vidas, como sendo 'grandes erros', podem, na verdade, ser 'grandes A C E R T O S'... de contas do passado!

- Jorge Pi


Flor de Mangabeira...


Flor da MANGAbeira
Abeira o manguezal,
À beira de uma mangueira
Que plantei na capital!

- Jorge Pi -

(Peço licença a Neide Maria Souza Carvalho, pela foto)

sábado, 26 de setembro de 2015

Fortes Ventos...

Fortes ventos que ressoam em harmoniosa convulsão na inesperada curva dum espaço interior herdado e não assumido, de tão sacralizado em valoroso nincho esculpido em preciosa rocha bruta, a ser lapidada nalgum pretérito futuro!

- Jorge Pi

O Jardim de Sofia...








domingo, 20 de setembro de 2015

Livro

 

Livro:
espelho ao espelho dos olhos de quem, viajando no fenômeno do ler, de repente, vê-se sendo lido por inesperada novidade que, de latente, transforma-se em manifesta revolução de letras que se fazem palavras e se põem a Dizer:
tu também és um livro:
toma-me:
leia-te!

Jorge Pi

domingo, 31 de maio de 2015

"Não Esqueçam que o Mais Profundo é a Pele" (Paulo Emílio Sales Gomes)

Há camadas e camadas insuspeitas e misteriosas na aparente superficialidade de nosso órgão maior. Perimetralmente, elas se superpõem, ocultando-se nas experimentações táteis, quase óticas, de tão auditivamente olfativas e deliciosamente paladares. Mas, pele é mais: no mínimo, o Uno Limítrofe ao Profundo Prolongamento que se denomina corpo: Ser!



Jorge Pi

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Linda Conversa Afinada...



Linda Conversa Afinada...

Cordas bem dedilhadas cedem puras e harmoniosas ondas acústicas às ágeis manobras de dedos, magistralmente comandados por virtuoses em íntima conversação que dispensa palavra - escrita ou falada, mas que transborda em límpida expressão de sensibilidade artístico-musical...

Bravo!!!

Jorge Pi

terça-feira, 26 de maio de 2015

Lembrança...


Estamos constantemente vivenciando o Antigo,
no nosso perene
Aqui-Agora...
O futuro que o diga!
Mas o Antigo é uma categoria ilusória...
E, a bem da verdade, o futuro também!
Então, resta-nos o deliciar a fruição do Eterno Devir.
E, em confluência, debruçarmo-nos em devota genuflexão diante daquele que, como disse Caetano Veloso, é 'um dos Deuses mais lindos': o Tempo.
A foto-GRAFIA é letra; a Memória Acásica, seu silente Espírito.
Assim, se a letra/foto, paradoxalmente,  mata a presentificação do real, ao congelá-lo em um registro estático, cineticamente, a Memória Coletiva redime e preserva a Qualidade Implícita em cada fato/ocorrência, transmutada em Atualidade, naquilo que se costuma denominar de Lembrança...

Jorge Pi

domingo, 8 de março de 2015

Casamento de L & D

Entre muitas resistências que me são inerentes, exaltar as aparências em detrimento da essência é uma delas. Falo assim para justificar esta minha série de fotos postadas a seguir. 

A princípio, elas poderão ser vistas por alguns como figuração de imagens na vitrine do mural no Face. Como o próprio nome indica, 'FACEBOOK' - ( livro da face, da foto, da imagem...). Mas, quem sabe, o seu criador quis instigar à 'Rede Compartilhada' o hábito de pensar sobre o visual, uma vez que, oportunizou para cada postagem a edição de um texto explicativo relacionado à foto (ou não... rs). Até mesmo possibilita uma reedição quando a explicação fica incompleta ou indesejada...

Talvez o público em geral acesse o face em busca apenas de observar as fotos. Neste caso, passa despercebida a leitura da imagem e da beleza que trás suas respectivas edições. Entretanto, isso é típico da sociedade virtual que, ao dar ênfase ao 'Superficial cheirando a tinta', promove a 'coisificação' do ser humano. Mas, em contrapartida, há um espaço natural para os leitores que observam, analisam e concluem... a condição de sensibilidade tão presente na alma humana que Jorge Pi descreve em seu poema 'Sentir' e que me toca ainda mais pelo verso: "...porque sentir e´o saber sem se exibir..."

É nessa perspectiva que publicarei a sequência de imagens... Elas registram um momento histórico! Mais um para a minha família, que desde Samuel Pereira de Almeida conjuga as celebrações com a música.








Em primeiro lugar, quero agradecer em público o honroso convite para ser madrinha de casamento do casal Lafaete Noronha e Danielly Moura. Ele, meu primo em segundo grau, filho de minha prima Núbia Lafaete Pinheiro Noronha de Oliveira, neto de uma tia querida (Cristina de Lafaiete Noronha), bisneto de vovô Boanerges Pinheiro (cantor sacro, instrumentista e compositor de várias obras), tetraneto de Samuel Pereira de Almeida (brilhante músico, quer coral, quer instrumentista, pioneiro e fundador da Sociedade Filarmônica Nossa Senhora da Conceição). Dizendo isto, quero me referir à beleza que foi o enlace matrimonial de dois jovens músicos desta instituição secular tão bem cuidada atualmente pelo Prof. e Maestro Valtênio. No mesmo Altar Mor que historiou em épocas passadas cerimônias religiosas de nossos ancestrais, incluindo casamentos, batizados, aniversários, bodas matrimoniais de prata, de ouro e de diamante...
Foi uma celebração abrilhantada pela Banda Sinfônica que presenteou a todos, através de lindas canções, a condição de oração em melodia! Sendo músicos da mesma instituição, os noivos comungaram essa sensibilidade melódica e distribuíram aos presentes a verdade do amor que os unia, incluindo a música!
Foi um momento ímpar! Para eles, para seus pais, familiares, amigos e demais presentes que, se a princípio, foram por curiosidade cultural de 'ver' de perto o vestido da noiva, madrinhas, em decorrência do espetáculo musical que foi apresentado, sensibilizados, permaneceram no recinto da igreja para ouvir emocionados as bênçãos proferidas pelo Pároco da Paróquia Santo Antônio e Almas de Itabaiana, Pe. Jadson Ramos.
Por um segundo, meu imaginário divagou... E, como se tivesse entrado numa máquina do tempo, passou um filme, um lindo filme onde as personagens eram as pessoas queridas que já não estavam fisicamente ali mas na minha mente. Emanavam tantos sorrisos de contentamento que a alegria se instalou no ambiente. Foi então que percebi que, mais que um casamento a mais, estava sendo celebrado um ritual de iniciação de uma família marcada pela música! Era, de certa forma, com a presença de todos aqueles que seguram atualmente o bastão da Filarmônica N Sr C, mais uma homenagem que se prestava aos nossos antepassados!
Cabe-me agora, na condição de madrinha do jovem casal, almejar que a união abençoada no Altar seja celebrada em diversas outras cerimônias da nova família: batizados, aniversários, bodas ...
Que seus pais, familiares e amigos ali presentes sejam capazes de ajudá-los a atravessar possíveis situações adversas. Desejo que elas não existam. 
Lafaete e Danielly, Sejam Felizes!

domingo, 2 de novembro de 2014

Samuel Pereira de Almeida, um Vanguardista Itabaianense.

Posse de  Luciano Correia na Academia Itabaianense de Letras apresentado pelo Acadêmico Antonio Samarone...
"O homem, um ser historicamente construído, tem nos seus ancestrais a condição de mediadores quando na sociedade em que vive há uma cultura de memória. No entanto, é o registro fiel dos acontecimentos que favorece a garantia da preservação das histórias de vidas. Ao contrário, a sociedade fica condenada a ser refém da imaginação, de mitos, que podem distorcer a verdade da existência humana. Nesse caso, há uma perda no espaço e no tempo de contribuições que poderiam servir de exemplos e, mesmo como referências inacabadas, se constituiriam de ponto de partida para reconstrução melhorada da vida em sociedade. Por isso, a criação da Academia Itabaianense de Letras tem grande importância. O levantamento de vultos históricos da cidade escolhidos como patronos dos Acadêmicos, são por eles biografados e motivos suficientes para que se perceba a grandeza de nossa gente.
Dessa vez, a posse do Acadêmico Luciano Correia teve como patrono uma personalidade de nossa história que se confunde com a música e de sensibilidade melódica inerente ao Itabaianense. Prova disso é a contínua existência da Filarmônica N Srª.da Conceição (Sociedade Filarmônica Nossa Senhora da Conceição ) desde sua criação datada do século XVIII até os dias atuais. Considerada a mais antiga do Brasil, tem nos seus pioneiros, referência para sua reconstrução melhorada que passa atualmente essa Sociedade Filarmônica. Tudo isso graças fundamentalmente ao empenho de pessoas aguerridas como o Maestro Valtênio e do Dr. Rômulo De Oliveira Silva que atualmente asseguraram de forma brilhante a preservação de um acervo de partituras e instrumentos com a criação de um Museu, e desenvolvimento de outras atividades que possibilitam ampliar os horizontes a tantos jovens pela motivação musical.
A cerimônia de posse foi abrilhantada pela Banda Sinfônica N. S. da Conceição que nos remeteu aos primórdios de sua existência executando composições do patrono Samuel Pereira de Almeida. Por sua vez, Luciano Correia que apesar de contar com pouca informação a seu respeito conseguiu realçar a importância do músico. Iniciou sua fala historiando brevemente a relação da música com a evolução do homem e enaltecendo a virtude de nosso povo em se fazer sensível às notas musicais utilizando-se de intertextos significativos que mereceram prazerosamente a atenção do público presente. Eu cá na minha habitual introspecção,acompanhada de meu irmão Jorge Pi (que também trás nas entranhas o viés da música) como bisneta de Samuel, pensava como poderia ter sido bem mais proveitosa toda essa biografia se historicamente em nosso meio tivesse mais valorização de registro da ocorrência dos fatos relevantes de nosso município, uma vez que seus descendentes mais próximos já não mais vivem entre nós.
O tempo presente recebe como lição esse vácuo de informações, mas tem a vantagem de doravante ser mais benevolente com o registro histórico. É nesse sentido que surge a Academia Itabaianense de Letras que ao cumprir o papel de registrar as contribuições das pessoas e os fatos relevantes da nossa comunidade, estará contribuindo para o engrandecimento do nosso município." 

De fato! Tem sido um agradável refrigério para minha alma o testemunhar cada Cerimônia de Posse dos Imortais da Academia Itabaianense de Letras - AIL. Tanto que, por vezes e vezes me tomo a, íntima e toscamente, parodiar uma das minhas preferidas pérolas pessoanas: a ABL é maior e melhor do que a nossa AIL, mas, a ABL não é maior e melhor do que a nossa AIL, por que a ABL não é A nossa AIL!
Com tão poucos registros sobre Samuel Pereira de Almeida (o nosso bisavô e o Patrono da Cadeira de n.º 30 da AIL), oriundos dos valorosos trabalhos de Sebrão, 'o Sobrinho', de Vladimir Souza Carvalho, bem como de certos depoimentos seus, minha mana  Tereza Cristina, é impressionante o brilhantismo encontrado no discurso do Acadêmico empossado, Dr. Luciano Correia, que nos faz atentar para o fato de que o seu Patrono fora, antes de tudo, um inovador, um visionário e um vanguardista! Sim. Em lombos de burros, trouxera 'instrumentos de pancadaria' da distante metrópole soteropolitana, tendo em vista dar um novo hálito à música na Velha Loba. Fora do exclusivismo da secular utilização da, então, 'Orquestra Sacra', para fins de serviço de apoio às cerimônias e rituais litúrgicos da Instituição católico-romana nas terras da Irmandade de Santo Antonio e Almas de Itabaiana, de repente, surge, na vida secular e profana itabaianense, uma atividade voltada para a cidadania republicana e, não somente, para fins religiosos. Como bem lembrou o acadêmico empossado, não se pode desassociar os instrumentos percussivos da música, no mercado fonográfico mundial, nos dias de hoje, sem que se corra o risco de um resultado desanimador. E posso até acrescentar que a própria Igreja se rendeu, em seus cultos e cerimônias, ao ritmo percussivo como não seria possível prever ou supor naqueles intrépidos e aventureiros dias vivenciados por um idealista ceboleiro que, indo para uma cidade infinitamente maior, não perdera, em sua alma serrana, o gosto pelo sentido de um retorno à sua terra, trazendo-lhe o Novo, sendo, ao mesmo tempo, a Preservação do Antigo, sob a aparência da rebeldia e da ruptura. Apesar de reconhecer o grandioso e devido lugar da Música Erudita, como seria possível a criação de uma Orquestra Sinfônica, em nossos dias, no âmbito da  Sociedade Filarmônica Nossa Senhora da Conceição, laica e irrestritamente "independente" da Instituição Católica, sob a competente batuta de nosso amigo e competente Maestro Valtênio, bem como o empenho do ilustríssimo Dr.  Rômulo De Oliveira Silva, sem a pequenina e ousada ação de nosso bisavô, não é mesmo, TC?! 


Jorge Pi
Fonte da imagem de Samuel Pereira de Almeida: