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quinta-feira, 23 de maio de 2019

"A Carolina" (Machado de Assis)

Cicatriz aberta vazando sangue e um profundo sentimento de solidão. Ocaso que chega e, por chegar, é o caso de ir muito embora. Muito embora, fica-se mais do que antes. Antes, fixar-se à esteira da obviedade recorrentemente negligenciada do que esvair-se em óbvias impossibilidades relutantemente ansiadas. Que a vida dura não mais do que o perímetro de uma saudade que nasce no momento mesmo da implacável e misteriosa manifestação da morte.

- Jorge Pi



A Carolina" (Machado de Assis)

Querida! Ao pé do leito derradeiro,
em que descansas desta longa vida,
aqui venho e virei, pobre querida,
trazer-te o coração de companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
que, a despeito de toda a humana lida,
fez a nossa existência apetecida
e num recanto pôs um mundo inteiro...
Trago-te flores - restos arrancados
da terra que nos viu passar unidos
e ora mortos nos deixa e separados;
que eu, se tenho, nos olhos mal feridos,
pensamentos de vida formulados,
são pensamentos idos e vividos.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Só uma coisa...


Campanhia

Companhia: campanhia externa ou interna. Tão-somente a nós mesmos, cabe atender ou ignorar. No atender, tendemos ao comunicar. No ignorar, à ignomínia do se auto-negar.

- Jorge Pi

O tempo é como um rio

De uma conversa, recortar um trecho. E o trecho é este:

O tempo é como um rio... O rio, por acabar desembocando no mar, um dia, tem em si um quê de mar de água doce. O tempo, por nos presentear à Eternidade, um dia, tem em si um quê de perenidade em sua impermanência contínua. Tudo é uma questão de aptidão e memória!

E a conversa acabou...

- Jorge Pi

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Pender

Pensar é Pender. Se não há pender no pensar, que pensar pode ser?! Pensar é cair, por querer se jogar. Pois, na queda, o quebrar há de haver e há de vir. E o quebrar, no pensar, é crescer: redimir. Crescer, no pensar, é subir, no descer. Mas, subir de vagar feito novo pensar. Que pensar, por pender, tende a novo pensar: repensar o aprender, refletir, compreender. Que, aprender, só se pode, pensando. Pensando, pendendo: podendo cair. Pensar sem pender é pseudo-pensar. Sem pender, o pensar é prender, represar. É perder. Mas, um fluxo e outro fluxo hão de vir destruir as comportas sem portas que não irão resistir. Pois pensar é fluir, rebentar: expandir!

- Jorge Pi

Espalhar

Espalhar é expandir. E expandir é crescer. Crescer é "crê-ser"?!!! Ou seja, ser fé?  Gosto de pensar que sim. De nutrir o entendimento de que "dar", muito mais do que receber, é um ato de Fé!

- Jorge Pi 

Espírito

Espírito é um sentido sentido sem sentido, consentido pelo senso, tido como um: comum a todos, em todos os sentidos.

- Jorge Pi

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Oh, Vaidade e Orgulho!!!

Somos muitos, em um. E, tanta vez, sozinhos, distanciados de nós mesmos... De nós: daquela instância na qual celebramos um algo a mais do qual nos perdemos, estresses a fora. Afora a vez que nos "achamos" sem nos ter encontrado, de fato; ou dos equivocados julgares alheios a nos creditar méritos por meros plágios inconfessos. Oh, vaidade e orgulho, vestes de nossa nudez ontológica, em qual parágrafo poderemos vê-los transformando-se de enredo em epílogo para que, afinal, vislumbremos o propósito da vida a se banhar em nossos dias?!

- Jorge Pi

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Corpo

Corpo não é feio ou bonito. Feio ou bonito são os possíveis entendimentos de quem vê o corpo. Corpo é corpo! Corpo é porto! Corpo é torto? Torto, encorpa a alma: importa à alma, já que a alma é a esposa do corpo. Alma bonita? Corpo bonito! E, na Verdade, a alma nunca deixa de ser bonita.

- Jorge Pi

Nada a Dizer

Nada a dizer... Tudo já foi dito! Ditados diversos proclamam nossa insubserviente condição de Afirmar. Entretanto, anuir, apenas, tem sido, no mais das vezes, nossa atuação. Mas este sempre foi, é e será um comportamento pífio; indigno mesmo de nossa estatura de sermos humanos. Sim, pois o que nos difere dos nossos irmãozinhos do reino animal é justamente a tão nossa capacidade de falar, não é mesmo?! Mas, num paradoxal desdobramento ontológico, em plena instância de manifestação do fenômeno humano, o animal, em nós, vê-se tolhido de sua alvissareira possibilidade de se comunicar. Por outro lado, se há um cerceamento, a razão disto não estaria encravada justamente em uma visceral necessidade de uma suma expressão do princípio da originalidade? Ou seja, em meio ao já estabelecido, o animalzinho humano não se veria por demais encarcerado, no âmbito dos construtos das altamente resistentes barras do mais puro aço das convençãos dos conceitos ordenadores da grande lógica do estabelecimento do Real?! No entanto, que dizer das atávicas regiões entre cada uma destas barras de aço e as demais, senão como sendo as brechas cognitivas através das quais os nossos calares ganham vozes a nos surpreenderem com ousadas fugas epistemológicas inusitadamente constituídas de insofismáveis ideias por demais repletas de mil novidades?! Aí, então, pode vir a surgir como matinhos verdes, aqui e ali, brotados como que do nada, a dizer tudo; pois, apesar do tudo que anteriormente já havia sido dito, com aparência definitiva, nada havia ainda chegado perto daquilo que se perfigura "novo". Até que este puro aço de novidade sólida venha a ser mais uma barra acrescentada à grade dos entendimentos plenamente con-cordados, categorizados e metodicamente classificados como sendo "já dito" (e bendito!). 😉
- Jorge Pi

✨Iod✨He✨Vau✨He✨


IodHeVauHe✨ 

Uma vez que fomos criados à Sua Imagem e Semelhança, vislumbro em Iod (ou Yod) a origem de nossa Essência Anímica; no primeiro He, a origem da natureza da fase anímica de nossa aura; em Vau, a matriz do nosso aspecto somático; no segundo He, a origem da natureza da fase corporal de nossa aura. Shin o torna, por nós, Pronunciável.

-Jorge Pi
 

Catecismo da Igreja Católica

Resultado de imagem para catecismo da igreja católicaOutro dia adentrei na Paulus: a livraria. Mirei os livros de Filosofia. Continuei o passeio dos meus olhos. Estante, após estante. Detive-me numa capa amarela. Remetido à minha infância, vi os braços de minha mãe Maria acolhendo os meus dois portais de um tantinho de razão que creio habitar em mim. E meu coração se rendeu. Atendi ao chamado. Peguei, comprei e estou lendo. E, após inúmeros anos de estudo de misticismo, sinto-me preparado para absorver a linda mensagem da qual este livro é portador. Catecismo da Igreja Católica. É mais do que simples catecismo. Trata-se mesmo de um tratado filosófico! Apaixonante. E sinto como se estivesse de volta ao colo de minha mãe. Pois ela, como boa católica, plantou em mim a semente do catolicismo. Tanto e com bases tão sólidas que eu pude voar para além do catolicismo, desde cedo, destemidamente, em busca de um Catolicismo ainda maior. Sem fronteira alguma. Na plenitude das virtudes do Espírito Santo. Pois, se "o espírito sopra aonde quer", sempre me senti insuflado em abraçar e confraternizar com todos os meus irmãos das mais variadas fés! Que livro fabulosamente bem escrito! É altamente recomendável! E como é dito no fim do penúltimo parágrafo da página 11, "... é oferecido a todo homem que nos pergunte a razão de nossa esperança... e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê". Sendo assim, como um "extra-vagantus", sinto-me grato por apreciar os meandros do mundo em que cria a minha mãezinha. E que, afinal de contas, estou entendendo ser o mesmo mundo que me insufla o ser: "CATOLICISMO", na sua mais exata acepção terminológica. E ouso dizer: bastava aos que estão à frente da Liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana, como o faz o Papa Francisco, usar apenas da força do afeto e do acolhimento, sem julgamento algum, numa celebração de Amor que é o que preconiza as diretrizes desta Obra.

- Jorge Pi

Recato

Exposição da exposição, numa forma explícita de recato implícito no qual tudo é mostrado e nada há a ser visto.

- Jorge Pi

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas
"A única cicatriz com boas lembranças é a de umbigo
Lembra-me que fui ligado com alguém de uma maneira que nunca mais estarei ligado."

Pi

Suprassumo da irracionalidade, π é a razão que se obtém pela divisão do perímetro de um círculo por seu diâmetro. E o diâmetro é o dobro de um raio entre o internum e o externum. O diâmetro é o Eternum se olhando a si mesmo. Assim, π é um Portal para a Eternidade! É um misterioso espelho a Mostrar, irremediavelmente, Ocultando! 

- Jorge Pi




O Segredo de Pi: Um caminho para o Eterno
“Ao considerar a simbologia do Círculo, estamos analisando a nós mesmos.” - Jung
O Símbolo da Eternidade
O número Pi (3,14159265....) é um antigo conhecido dos cabalistas. É obtido na divisão do perímetro de um círculo por seu diâmetro. O mistério e a singularidade de Pi é que se trata de uma divisão interminável, aparentemente infinita, na qual os números não se repetem.
Os matemáticos sabem explicar porque Pi é um número irracional, porém a divisão parece infindável. Em 2011 fizeram o cálculo durante 90 dias, e obtiveram 5 trilhões de dígitos depois da vírgula, sem repetições de sequências.
Isso acontece porque o segredo do círculo tem sua raiz na eternidade. Um número infinito de lados, e não tem começo ou fim. Essa simbologia está contida no número que conhecemos como Pi.
Para os cabalistas, é simples: Pi representa a força do Eterno, que é revelada através das 22 letras hebraicas. Quando dividimos esse número pelas 7 esferas de consciência inferiores (sefirot), obtemos o número mais aproximado de Pi. Representa a força que move nosso mundo de “rodas” ('Ofanim', em hebraico, as Rodas Sagradas - mais sobre o assunto: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=954707364695779&set=pb.100004695724396.-2207520000.1533041625.&type=3&theater ).
Guematria e Geometria Sagrada
A Guematria é parte da Cabalá, e estuda os números (no aramaico, as letras são números, e não valores atribuídos, portanto cada palavra possui uma soma). Revela relações matemáticas que são códigos, pois o significado de palavras com a mesma soma se complementa. Também são usadas permutações e combinações para as meditações com os Nomes Sagrados.
O círculo, sem arestas, sem começo nem fim, é o símbolo da Eternidade, e Pi é sua expressão matemática. Pode ser encontrado nas culturas mais antigas que deixaram sua marca no planeta. As figuras e relações matemáticas estão impressas em nosso DNA espiritual (ou registros akáshicos) de forma que se tornam uma linguagem comum a todos nós, e também cósmica, válida em todos os confins de nosso Universo.
Meta'tron - Sha'dai
Interessante também observar que o arcanjo Meta’tron (que se originou com uma metamorfose de Chenoch [Enoc] tem uma guematria de 314, o início de Pi (3,14) e é quem faz a conexão entre o Eterno e nossa dimensão, assim como o círculo faz com a reta da linearidade de nosso mundo temporal. O 314 é também a soma do nome divino de Iessod, Sha'dai, usado na mezuzá, à porta das casas como proteção contra energias negativas.
"A matemática é a linguagem com a qual Deus criou o Universo." - Galileu Galilei

terça-feira, 2 de abril de 2019

Oh, mar!

Omar Khayyam é O Mar caindo em profundezas abismais que leva a alturas inimagináveis, numa ânsia de subir, concomitantemente ao aparente destemor da própria e última precipitação ontológica: a morte.

 - Jorge Pi

Bons dias

- Bom dia, "bom dia"!
- Bom dia, Jorge Pi!

🖐🏻😃✨👍🏻

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Nossos defeitos

Nossos defeitos não são "defeitos". São alicerces! E alicerces não se destinam a ser mostrados; mas também não devem ser extirpados. Em uma palavra: apenas "transmutados". E os transmutamos quando os expressamos pelos seus opostos, em nossa vida. Sim! As paredes sejam os nossos esforços, mas o teto inteiro seja nossa singela e apoteótica maneira de expressarmos nossos defeitos, através das virtudes opostas e correspondentes. Assim, nesta linda alquimia, seremos autenticamente Viventes na Morada da Verdade!

- Jorge Pi

Sou

Sou um menino buscando a alegria escondida debaixo de um pé de esperança que nasce num tempo de se ser feliz! 🖐🏻😃✨👍🏻

- Jorge Pi

Olhar e Ver

Basta olhar e ver... Mas um "olhar" sem pressa, nem julgamentos... Olhar, como se fôssemos "mergulhar" na profundeza da superfície do que quer que seja que venha a ser, por nós, atentamente olhado e, por fim, "visto"! Como se, diante de um inusitado Portal, de repente, nós nos deslumbrássemos com a "apercepção perceptiva" tornada consciente pela simples prática de nos identificarmos ontologicamente com o comumente "não-percebido".

- Jorge Pi

José, o pai do Menino...

ão José e o Menino! Menino que o olhava e o amava como a um pai. Mas São José não era seu pai. Era mais: Amigo! Amigo verdadeiro. E o Menino sabia disto. E sabia também que entre ele e aquele homem, o Amor do seu Pai brincava de ser mundo. E era um mundo no qual a Graça residia. Viva, São José! Bom José, que amou Maria! 🙏

- Jorge Pi




O dia de São José já passou: 19/03.
O pai que não era pai, mas foi bom pai. São José é um exemplo de resignação. Figura importante, mas como que no anonimato da História Sagrada. Sua história é eclipsada pela Imensa Luz que se projetou na Humanidade: Jesus.

Mais velho do que Maria, foi como que um segundo pai, para ela. Dupla missão paterna, a de José!
Pai, sendo não-pai de Jesus. Pai, tendo Maria, a sua esposa, como filha.
Era, de fato, uma família sagrada, a sua. Sua?! Mas não era dele! Dele, a Sublime Missão de ser Pai José de toda a Humanidade!🙏

Maneiras

Há várias maneiras de se maneirar.
Maneiras bem-vistas, maneiras mal-vistas.
Maneiras das boas que podem ser más.
Maneiras distintas, maneiras distantes.
Benditas, malditas, maneiras, sei lá!

- Jorge Pi

domingo, 3 de março de 2019

A Fonte

Eu nunca mais havia ido à Igreja de Nossa Senhora do Bom Parto. Acho que a última vez foi em 2014. Ela está linda!
Ontem foi a Missa de Sétimo Dia do falecimento do Sr. Arivaldo, pai de Romualdo, meu colega de trabalho. Não poderia deixar de ir. Não pude me fazer presente nem no velório, nem no enterro. Ele está desolado com a perda do pai. Naturalmente.
Que é isto, em nós seres humanos, que nos incita à necessidade de estarmos juntos de quem gostamos?!
Um tanto quanto cruel, ao tempo em que nos dá a ilusória noção de plenitude, enquanto experienciamos a comunhão do afeto carinhoso, apesar de muitas vezes de forma tácita, velada por uma aparência de distanciamento existencial.
Nós somos gregários, por natureza. E isto é a fonte de toda nossa alegria, mas de nossa tristeza na vida, também.

- Jorge Pi

Comboios

Comboios solitários perfilam de mãos dadas... Em Palmas, isolantes; em passos, tempestades. E um fluxo continuo se espraia e se estende em tendas montadas: batalhas travadas. Perdidas?! Vencidas?! Que importa?! Não importa! Importam percursos, com esmero, traçados. Traçados, vertidos, içados, cumpridos. Trajetos capazes de serem forjados na forja das fugas das folgas fadadas. Que mais restam soltas, amarras trancadas?! Amar as trancas das casas fechadas! Ferrolhos que olham e vêem, retorcidos: são brumas e embrulhos em naus embromadas.

- Jorge Pi

Curtir

Curtir, curtindo;
tinir, tinindo!
Tinindo, ao curtir;
curtir ir tinindo.
Ir curtindo e tinindo o tinir tão curtido.
Curtido, o tinindo, ressoa tão lindo!

- Jorge Pi

Depressões

Depressões são buracos, mas são caminhos. Caminhos mais profundos nos quais pessoas lindas se vêem com o inusitado propósito de caminhar. E sempre é um caminhar profundo (pro fundo), até que, do fundo do caminho, que não é o seu fim, reverte-se o caminhar e se começa a subir. O problema é que há dois tipos de subires: um, pra cima, no sentido da objetividade, que é o mais árduo, mas o mais seguro dos dois, e, o outro, pra baixo, em direção ao vazio de nossa subjetividade, que está para além daquilo que convencionamos denominar de "nós mesmos".

- Jorge Pi

Espelhos

Espelhos nos mostram... Não mostram. Demonstram-se espelhos nos moldes de amostras. Há mostras inversas, reversas, diversas. Tão crentes, olhamos e achamos nos vermos... Nós vemos espelhos... Espelhos nos vêem?!

- Jorge Pi

Às vezes...

Às vezes a gente acha que está cheio.
Mas pode ser que só esteja espalhado, mesmo!

- Jorge Pi 

Maneira

Solidão
abraça
Solidão,
em
solidária
maneira
de
Celebrar
a
Vida!

- Jorge Pi

domingo, 27 de janeiro de 2019

Arcaicas Memórias

Corpo não é corpo. É casa. É temp(l)o. É mundo. Através do corpo é que estamos no mundo. Assim como corpo é mundo, cadáver é imundo. O Ser perpassa, o corpo é graça. O Ser passa, só resta des-graça. Corpo é veste: reveste e se veste. Se veste, desnuda. Desnudo, quer roupa. O Ser resplandece, com roupa ou sem roupa, por causa do corpo, por meio do corpo, num trato com o trato de arcaicas memórias.

- Jorge Pi

domingo, 20 de janeiro de 2019

Ter Razão?

Ter razão é muito bom. Mas razão recorta, divide, restringe e aniquila. Razão é ração à reação. Reagir é revidar. Revidar é andar de ré. Remoer razão retorcida é recrutar o retrucar e sucumbir ao obituar. Preferir o amar!

- Jorge Pi

Morrer?

Morrer é um desnascer. Nascer, ao contrário. Desnecessário? Sim, se se entender como desnecessário o próprio nascer. E, de maneira alguma, nascer é desnecessário. E quando o é, deve-se ao fato de que o feto não conseguiu morrer como tal. Entre o feto e o nascituro há o abismo do obituar fetal que se consuma no simples ato de um corte... Aquele: o umbilical. E é nesse corte que reside a morte do feto. Senão não poderá haver um nascimento. Não haverá um choro, consequente de um corte ou de uma delicada manifestação de ruptura processual. Um natimorto, em verdade, não é um natimorto. É, simplesmente, a negação de um nascituro por um feto que não conseguiu se desvincular da sua mãe, que é ele próprio, por participação, enquanto feto. Num patamar acima, somos fetos no Lindo Útero da Grande-Mãe. E, quer queiramos ou não, nosso destino nos impulsiona para aquilo que se costuma, ignorantemente, abominar: a morte. Mas, claro, a morte natural, constituída pela doença, por acidente ou por simples colapso orgânico-funcional. Nunca por assassínio, quer de outrem, quer de nós mesmos, pois as consequências haverão de ser, aí sim, abomináveis. De qualquer forma, chegada a hora, partir em parto, num repartir!

- Jorge Pi

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Poderia...

Poderia morrer, agora, pois tantas foram as bênçãos recebidas até aqui! Poderia morrer, agora, pois tanto fiz quanto recebi atos de amor! Poderia morrer, agora, pois nada do que veio esteve isento de sentido! Poderia morrer, agora, pois tantas foram as vezes que me alcançou, a Graça! Poderia morrer, agora, que sei, por certo, ter vivido vívido! Poderia morrer, agora, pois tantas lembranças me afagam o espírito! Poderia morrer, agora, pois são tantos mestres a me ensinarem tanto! Poderia morrer, agora, pois há mais sorriso do que pranto, em mim! Poderia morrer, agora... Poderia, não! Deveria! Aliás, eu devo sim continuar morrendo para experienciar meu Viver, sem fim!

- Jorge Pi

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

A Chave

A Unidade é o que nos salva deste incomensurável turbilhão de aparente separatividade. Conexão Interna é a chave! No Múltiplo, oculta-se o Uno. Nascer e Morrer são o mesmo Portal. A perspectiva é que difere. No primeiro, o Múltiplo é o enfoque. E, com ele, o cansaço e a solidão... No segundo, a Luz Incriada nos Acolhe e nos Afaga e nos dá a mais doce e inefável Compreensão! E, de Graal em Graal, a Vida Avança e nos amansa, na Plenitude do Despertar para a Realidade da Imensidão do Amor!

- Jorge Pi

A Meta

Todos nós percorremos uma estrada pavimentada por nossas próprias escolhas e ações, na vida. Tudo serve de aprendizado e aperfeiçoamento. A meta é nos aproximarmos mais e mais da Grande Lei. Nunca nos caiba julgamentos, mas solidariedade! Sempre estejamos atentos e vigilantes para fazer da Oração o grande bálsamo que dissolverá a frieza e a aspereza das Dores do Mundo. "Fé, Esperança e Amor" sejam, sempre, nossos lemas!

- Jorge Pi

Crepúsculo

E anoitece... Leve frescor de nostalgia nos afaga. A dureza e a aspereza dos embates da vida dão uma pausa e se estabelece, tácito, um acordo implícito entre o não-ser que nos tolhe e o querer ser que nos salva. E acompanhamos o girar do planeta reverenciando a possibilidade de que sonhos auspiciosos nos encaminhem àquelas paragens nas quais o que mais importa é brilhar, mesmo que por um centésimo de centésimo de um gargalhar abafado... É que, só quando a verticalidade se aninha em nossas horizontalidades banais, realiza-se, em nós, todo o sentido da vida, demasiada fugaz!

- Jorge Pi

Parar, pra quê?!

Lembrar é causticante; esquecer, uma benção. Esquecer é transdobrar lembranças; lembrar: desdobrar. Desdobrar, revela; mas revelar, oculta. No trilhar caminhos tantos, o que os pés precisam é do revezar. Revezar fomenta o ter que caminhar, pois caminho é meta, mais do que chegar. Chega, caminhemos! Pois, pra quê parar?!

- Jorge Pi

Feira

Gosto de ir à feira. É um pequeno mar de vibração nervosa de um povo que luta pra sobreviver na vida. É como entrar numa mata composta de árvores humanas. Há os perigos e incômodos de nos defrontarmos com os aspectos reptilianos regionais. Mas o respirar a corrente anímica dilatada na confluência da egrégora mercantil dos nossos irmãozinhos encarnatórios, justifica tal mergulho solidário e fraterno. As bancadas de frutas, verduras e legumes dos supermercados e frutais são frios, em demasia, no que diz respeito ao requisito HUMANIDADE!

- Jorge Pi

Coisas

Coisas são profundas... As relações entre elas é que não. Coisas são coisas. Não... Coisas não "são" coisas. Coisas "estão" coisas. Por que coisas podem deixar de existir como coisas. Coisas só são coisas quando não cabem em outras coisas. Aí, nesta sutil condição ontológica de "não-cabimento" é que reside a precisa indefinição das coisas. E é justamente na indefinição que se precisa buscar a real natureza das coisas. Pois as coisas não são quaisquer coisas. São, elas próprias, um emaranhado de coisas que não é possível simplesmente mensurar, com honestidade. É isso... É no princípio da honestidade que reside uma provável definição das coisas. Sim. Por que as coisas não podem ser "e" não ser coisas. Ou são, ou não são. E a noção do Princípio de Não-contradição é o que mais nos aproxima da real natureza das coisas. Mas uma aproximação tímida. Longinquamente tátil. Necessariamente cognitiva. Absolutamente mental. Mental, no sentido de que as coisas pensam. E pensar num sentido de queda. De pensar, enquanto pender. Pender de uma forma para outra. Pender de um lado para outro. Na mais delicada adequação que existe entre as coisas e elas próprias. Assim, por que as coisas pendem, elas tendem a continuar pendendo, independendo do propósito aparentemente estacionário da razão de ser das coisas mesmas. Coisas não são coisas. São o movimento das coisas em perene busca de um entendimento coisal que realize o ideal de simplesmente serem coisas. Que coisa!

- Jorge Pi

Sofrer

Sofrer é receber de volta aquilo que foi, por nós, lançado pro mundo. É que o mundo entende de brincar e não quer nunca nos deixar de fora da brincadeira!

- Jorge Pi 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Exaustão

Ter ou não-ter: eis a exaustão! 🤔

- Jorge Pi

Gente Ilesa

Gentileza gera gente ilesa. 😉

- Jorge Pi

O Foco

A verdade é uma pequenina chama. Pode ser facilmente abafada ou desencadear um devastador incêndio florestal. Mas, o Princípio do Fogo jamais poderá ser extinto. O foco é o Princípio e não sua manifestação; seja ela frágil ou forte.

- Jorge Pi


A Unidade

A Unidade é o que nos salva deste incomensurável turbilhão de aparente separatividade. Conexão Interna é a chave! No Múltiplo, oculta-se o Uno. Nascer e Morrer são o mesmo Portal. A perspectiva é que difere. No primeiro, o Múltiplo é o enfoque. E, com ele, o cansaço e a solidão... No segundo, a Luz Incriada nos Acolhe e nos Afaga e nos dá a mais doce e inefável Compreensão! E, de Graal em Graal, a Vida Avança e nos amansa, na Plenitude do Despertar para a Realidade da Imensidão do Amor!

- Jorge Pi

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Participação Afetiva

Devemos mergulhar no humano, em nós, a despeito de todos os "nós", em nós e nos outros, para emergirmos mais humanos ainda. Humanificados, os outros serão uma inusitada forma de serem os outros, sendo nós mesmos, por solidária participação afetiva.

- Jorge Pi

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Oh!

Oh! Voz daquilo que Somos, dai-nos o despertar, naquilo que parecemos ser, para que o que pareçamos estar sendo possa vir a ser de fato a representação fiel daquilo que verdadeiramente Sejamos!

- Jorge Pi

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Vaga Disposição...

A Felicidade é uma vaga disposição para preencher as "vagas" existentes entre cada pequeno motivo de se estar feliz. Uma vaga disposição... Mas, sem ela, os pequenos motivos se distanciariam, mesmo estando insuspeitadamente próximos, uns dos outros.

- Jorge Pi

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Le bon sens...

Bom senso é assim... Tanto quantum! Quanto tanto! Quão tu... Tão quão tu. Ou, tanto quanto... Tão pouco, no entanto... Dê cá a arte!

- Jorge Pi

Um pouquinho de cebola dans la musique française...




Bonjour Sourire (Henri Salvador / P. Tarcal)

Adieu tristesse, bonjour sourire.
L'amour se donne, la vie sourit.
à ceux qui l'aiment comme une amie.
Alors sans hésiter à la vie je dis bonjour,
je dis merci à l'amour.

Pour éclairer un ciel trop gris,
pour cueillir un bout de printemps
il suffit dans la vie
il suffit bien souvent
de dire adieu tristesse, bonjour sourire.

Pour donner de loin un baiser
une caresse déguisée
il suffit dans l'amour
il suffit tous les jours
de dire adieu tristesse, bonjour sourire.

J'ai pris l'amour par un baiser
J'ai fait un sourire à la vie
alors sans plus tarder, un grand amour m'a dit oui
enfin la vie m'a souri

Pour éclairer un ciel trop gris,
pour cueillir un bout de printemps
il suffit dans la vie
il suffit bien souvent
de dire adieu tristesse, bonjour sourire.

Pour donner de loin un baiser
une caresse déguisée
il suffit dans l'amour
il suffit tous les jours
de dire adieu tristesse, bonjour sourire.

Mirdad

Mirdad fala. Mas, em verdade, o Todo é que Fala, por intermédio do falar de Mirdad. Ouçamos, atentos, o que Mirdad fala! Ou melhor: permitamos que o Todo o Ouça, por intermédio dos nossos ouvires. Assim, um fluxo e refluxo de ouvir e falar entrará em sintonia com o Ouvir e o Falar do Todo!

- Jorge Pi


Excalibur

Excalibur é, na verdade, uma chave! A espada é o Princípio da Vontade. Se bem utilizada, pode nos levar ao Graal da Compreensão!

- Jorge Pi