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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Karma

E se Carma fosse apenas a mulher do Carmo?!!! Carminha e Carminho poderiam ser seus filhotinhos!!! 😊

"Mair", não!
Carma é Karma, "mermo"...
E ele pede apenas "carma", de "nóis"! 😉

- Jorge Pi

Armazém

Há armazém armazenando ar mais zen... Ah! Mas, sem ar! Mais em arma zen... Há mais: sem armazém... Ar, mas sem armas, hein!!! 😊

- Jorge Pi

Chave-Mestra

Adequarmo-nos ao que verdadeiramente aspiramos de nós mesmos exige certa afeição pela turbulência e pelo desconforto. No entanto, nada há de mais libertador! Correntes e trancas nos tolhem e nos delimitam. Mas nós mesmos somos a nossa própria Chave-Mestra. Basta querer! Basta, querer?! Basta, querer!

- Jorge Pí

Sementes de Anjos

Há sementes de anjos em meu jardim. Elas esperam, esperam... por mim. Eu as remeto a um esperar sem fim. Anjos me ajudam a proceder assim. E, em cada semente, há um Querubim. Em cada esperar, uma força afim. Meu proceder é perene, sim: lanço um pozinho de Pirlimpimpim! 😉

- Jorge Pi

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O Que Viemos Buscar no Mundo...

"O que viemos buscar no mundo..."! E "o que viemos buscar no mundo"? O próprio mundo. Mas, o mundo é mais do que o que parece! Há um mundo dentro do mundo. O mundo dentro do mundo é o que viemos buscar... no mundo!

- Jorge Pi


Re-banho

"Re-banho" de pedras a mugir e desdobrar o que nem se quer se pôs a dobrar: aquosas pedras fractando em ondas quiméricas de um concreto sonhar...

- Jorge Pi


Na Cadência da Eternidade

Meu coração se dilata e abarca a extensão das gerações que não vivenciou... E uma estranha SAUDADE saltita e se apossa do meu ser! Saudade de quê?! Se eu não vivi... Mas, de repente, compreendo: vivi, sim! Na potência dos arquétipos que, atemporais, dão de comer a todos nós, atemporalmente, na cadência da Eternidade!

- Jorge Pi

Limitação

Li: imitação.
Li imitação?!
Limitação.
Limite da ação iminente, eminentemente militante da instância do lamentar.
Mas lamento pode ser um mito.
E mito imita a ação-limite que delimita o lamentar.

- Jorge Pi

O Homem Cansado...

O homem cansado parou para observar o que havia lhe reservado, a vida. Viu o tanto que teria sido possível, caso o provável tivesse sido focado. Observou o quanto redundara em inútil, tudo aquilo que se demonstrou sem propósito. Constatou que a meta teria sido atingida, caso a mira apontasse a chegada. E o homem cansado sentou. Pôs as mãos sobre o rosto e chorou. Chorou, qual criança ele era. E suas lágrimas rolaram em sua face. Não por ter errado - quem não erra? Mas porque errar, sem querer, reverbera. E, a cada momento de erro, um acerto há de ser convidado...

- Jorge Pi

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A Felicidade

A Felicidade é uma pluma deslizando no ar...
Sempre.
Soprar de leve...
Com força, cansaço vem.
E ela cai.

- Jorge Pi

A Força e a Belaza

A força da mulher está em sua beleza. A beleza do homem está em sua força. Naturalmente, levando-se em conta, sempre, que não se deve dissociar jamais o Princípio da Força na Beleza, bem como o da Beleza, na Força. Aliás, o mundo precisa da Beleza e da Força SEMPRE de mãos dadas!

- Jorge Pi



domingo, 19 de agosto de 2018

Okê Arô!


"Guerreiro de uma única flecha!" Guerreiro pacífico, que não desmembra, nunca, sua flecha de seu arco. Determinação, tenacidade e propósito. Ele próprio é sua flecha, perenemente projetada, através de seu arco, que também é ele mesmo. Arquétipo único e indivisível: o Arqueiro, o Arco e a Flecha! Inteireza é sua característica fundamental; ubiquidade, seu dom primordial. Oxossi, assim, é o Senhor do Aqui e Agora, liberto das amarras de Maya, num majestoso estado de Poder, impavidamente repleto de uma suspensão contemplativa a irradiar, ininterruptamente, Inspiração, Esperança e Prosperidade! ✨🙏🏻✨🏹

- Jorge Pi

Não-Presença

Na ausência, a presença de um vazio... Vazio cheio de "não-presença" que, silenciosa, manifesta-se em um rodopiante querer ser testemunha da vontade, ela mesma, enormemente não consumada!

- Jorge Pi

sábado, 18 de agosto de 2018

As Time Goes By

Bela música, belo filme, bela época, por certo! De fato, o mundo perdeu o romantismo. Não somente eu, que perdi. Aliás, eu mesmo nem cheguei a perder. Quem nunca experienciou, é nada mais que um ignorante. E ignorar nos faz ter um sentido diferente daquilo que se ignora. O ignorado não existe para quem ignora. Não, um ignorar como desprezo pelo que quer que se queira descartar. Pois, descartar é, tendo conhecido, eliminar. Mas, ignorar, no sentido de, tão-somente, 'não conhecer'. Sendo assim, a atual geração, na qual estou me incluindo (apesar de não mais ser bem da atual geração), não pode dizer que perdeu aquilo que nunca teve. Mas, curiosamente, veio-me um tanto de misteriosa saudade e desconcertante melancolia, ao assistir a esse vídeo. Como é possível se 'ser "e" não-ser' de uma época? Velho? Talvez é o que eu seja e não o saiba, por ter sido iludido pelas travessuras do deus Chronus, que me fincou em uma parte do tempo que, decididamente, não me representa. Sou, então, um ignorado ignorante da própria ignorância de não ser cabível em minha própria época? Não sei... Mas, que minha alma errou de geração, disto nunca tive a menor dúvida!

- Jorge Pi


Moda

Moda. Modalidade. Expressão modal. Modelar... Moda e lar. Moda é lar?! Moda veste; moda despe. Despojar e investigar: modelar, remodelar... Modo moda de vestir: pertencer, socializar. Modo moda de despir: subverter, desmoronar. E dos escombros que restam frágeis, reconstruir: revigorar!

- Jorge Pi

Vi

Vi o seu face curtindo o meu face...
Meu face curtiu o curtir do seu face.
Perfis perfilando contato remoto.
Remota, remonta, com tato, um contato... 🙂

- Jorge Pi

domingo, 12 de agosto de 2018

A Gosto

Há gosto em agosto de estar bem a gosto.
A gosto, de um gosto gostoso: tira-gosto!
Degusto com gosto!
Desgosto, pra quê?!
😉


- Jorge Pi

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Ondas...

                                                                                                                                             Toni Fernandes (80x60cm a/s/t)


Que as ondas venham!
Mas, de tão tímidas, só dão um "oi!"...
E, então, retornam... 
E vão e veem, e voltam e voltam.
Assim, parece que voltar é toda a meta!
Voltar, em volta da ideia de perenizar.


- Jorge Pi

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Rsss

Vegetal.
Vega e tal!
Veja: o tal.
O talo verga pra lá e pra cá.
Pra cá, verga, alado, e volta pra lá.
Pra lá e pra cá, pra lá e pra cá...
Vaga vaga, vagando vogal: uau, uau, uau! Rsss

- Jorge Pi

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Sejamos de Nanã!



Esta música...
Linda!
Sempre achei.
Nanã é um dos Orixás...
Ela representa os Princípios de Nascimento e Morte.
A morte é sempre temida, mas, na verdade é um novo nascimento. Chora-se, por causa dela.
E o bebê chora...
Senão, não sobrevive ou irá ter uma vida difícil.
As lágrimas estão relacionadas a Nanã!
Lágrimas são de água e sal.
Então a felicidade e a tristeza se abraçam, em Nanã.
Assim, abraçarmos Nanã é o mesmo que dizermos: Assim Seja!
É incrível como há tanta beleza e verdade na herança cultural yorubá e, no entanto, a sombra do preconceito teima em tentar aniquilá-la. Deveria, sim, ser foco de estudo nas escolas. Na disciplina Religião.
Engraçado...
Religião vem do latim...
Religare
Mas, parece que perdeu o sentido original...
Sejamos, sim, de Nanã!
Salve, Nanã!
✨🙏🏻✨

- Jorge Pi

domingo, 24 de junho de 2018

Tales na Festa de Nanã...

Água é O Princípio, por princípio. E é água-gota, água-chuva, água-lago, água-rio e água-mar! No dentro, tanto quanto no fora, é água-sangue que circula, hidrata, higieniza e nutre. Água é Água. E, no ponto médio entre o fora e o dentro, água é vida e transmuta o que há de vir na tensão superficial de sua densidade translúcida e em sua mutabilidade perene.

- Jorge Pi


Entre a Amargura e a Esperança

A amargura e a esperança são as duas faces de uma mesma moeda. A questão é que o não-ter costuma redundar no desejar aquilo de que se carece. Mas, o verdadeiro valor desta moeda está naquilo que integraliza a carência à aspiração no que se costuma denominar de satisfação. E a gratidão é o princípio motor que a viabiliza, em detrimento de tudo o que conspira a que nos afastemos de nós mesmos, em meio às experiências basilares pelas quais não podemos nos furtar a vivenciar, em nossas vidas. Basta, então, que nunca nos esqueçamos de que para cada problema há de haver uma linda, necessária e adequada solução implícita. E que a graça da vida é justamente não nos transformarmos em nossos problemas; mas, simplesmente, resolvê-los.

- Jorge Pi

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Um Generoso Gesto de Oxumaré

Até agora, impressionado, meus amigos do "Águas do Aruanda"! Sábado passado... 16 de junho de 2018, em Aracaju/SE. Usufruindo dos deliciosos afagos das maternais vibrações do harmonioso jardim. Na iminência do término das atividades daquela tarde acolhedora e "hospitaleira". De repente, nos céus da linda Terra dos Papagaios e dos Cajueiros... Um simples arco íris?! Não!!! No começo, sim: a exuberância da simplicidade! Mas, à medida em que o colorido arco foi crescendo e, de repente, fez-se completo, de um extremo ao outro, vi algo a mais do que o óbvio: sentado em um banco de madeira, contíguo ao Salão Sagrado, eram as luminosas e multicoloridas Águas de Aruanda que lubrificavam meus olhos sedentos, cansados de tanto cinza e desejosos de Cor e Vida! Uma Iniciação Subliminar e Arcana! Estava no céu, tendo o jardim do Águas como testemunha! E eu me sentia parte daquele jardim... E ele tomara as dimensões do infinito só para acolher aquela linda e soberana delicadeza contida num pequeno gesto de generosidade de Oxumaré! ✨🌈🙏🏻✨

- Jorge Pi

Nas Lindas Águas de Aruanda...

Que somos nós?!
Fitamos espelho e imagem se faz.
Moramos na imagem, mas somos bem mais!
Somos aquilo que somos e não aquilo que vemos.
Aliás, ver é mais do que olhar...
Ver é entrega e, não, retenção.
Ver é Presença.
Olhar, pretensão.
Olhar, sem ver, é não-ser.
Estar, sem ser... Perecer.

- Jorge Pi


sexta-feira, 15 de junho de 2018

Gurmet

É que a vida passa e nos deixa um sabor de amanhã refogado no ontem que, temperando o hoje, condimenta a memória. E a memória, cozida, é servida, comida e, então, digerida na imaginação. A imagem, em ação, remonta a memória, saceia apetite e se faz nutrição.

- Jorge Pi

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Sincronicidade...

Sincronicidade é assim... O espírito vê a matéria; mas, às vezes, a matéria é quem vê o espírito, em suas andanças, por aí... Então, um vai e a outra volta, pra refazer o vai-e-vem! Rsss... É brinquedo, bala, doce, nos recreios desta lida! 🙂

- Jorge Pi

domingo, 27 de maio de 2018

Pelas Ruas

Pelas ruas, as casas se movem, os medos se fazem, as vidas se encerram. Pelas ruas, as dores se curam, os tontos se aprumam, os sonhos hibernam. Pelas ruas, o tempo regride, a idade progride, os passos se esmeram. Pelas ruas, as ânsias se instauram, as turbas se cansam, os mudos se berram. Pelas ruas...

- Jorge Pi

sábado, 5 de maio de 2018

Dúvida

Cansaço declina cabeça e descansa um pouquinho. Enquanto isto eu aproveito e ganho mundo em busca de novas formas de acordá-lo, outra vez. E, mal o acordo, quero mais, não, perder tempo com ele. Então, agora, eu é quem declino a cabeça e descanso um tantinho. Mas, será que ele me aguarda ou ganha mundo, também?!

- Jorge Pi

Os Anjos

Anjos há e brincam, puros, em volta de nós. Sinto-os como uma névoa suave e circulante; como um sopro de luz numa quadrangular e perene reverberação. Cúbica, sua potência numênica se espraia em nosso entorno, numa esférica, diáfana e invulgar amorosidade a nos dispensar, graciosa e contundentemente, a mais impávida, delicada e indubitável proteção.

- Jorge Pi

Observe

Observo o mal servo com severidade. Ele serve, absorto, à servil servilidade. Servo que não serve pra servir com liberdade. Serve, certamente, sem servir da forma certa. Serve com receio, por não ser um bom servente. Serve com rodeios, pois não serve sem ser vil. Serve com o anseio de ser vil pra ser servido. Serve, sem ser viço e, viscoso, é desperdício. Serve sem ser servo, e o suor de nada serve. Observe!

- Jorge Pi

Buscador do Ser

Meu rosto ama a brisa que passa e acaricia. Meus olhos se comprazem ante tudo que é de ver. Sou todo, todo, ouvidos: ouço cheiros e promessas. Minha língua fala a língua dos que sentem fome e sede. Minha mente não desmente, só procura conhecer. Minha alma me anima: sou um buscador do Ser!

- Jorge Pi

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Meia Idade

Meia ida de uma idade a outra: vir da ideia de uma idade finda, indo à ida de uma ideia vinda. Linda ida de uma lida a outra. Lida, a ida determina a vinda. Vinde, vida de plural idade!

- Jorge Pi

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Calma

A
Alma acalma a alma in-calma.
E a alma in-calma acalmada pela Alma Calma, acalma o carma de outras almas in-calmas,
num eterno e anímico influxo
de
Serenidade
e
Calma...

- Jorge Pi


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Mais... Ou menos?!

Algo mais é sempre mais do que algo mais. Mas, algo mais ou menos nunca é mais, ou menos, do que mais ou menos. Mais é menos, se menos for mais. Menos, quando mais, sendo menos, for mais ou menos. Pois, mais ou menos é tudo, menos mais, ou menos. Na verdade, mais ou menos não é mais, ou menos, por justamente ser mais ou menos. Mas, se, em vez de mais ou menos, for mais e menos, mais ou menos deverá ser, em verdade: nem mais, nem menos!

- Jorge Pi

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Saudade

Saudar à saúde da ideia de uma ida idade que já não é, apesar de que, por pura, solitária e subjetiva teimosia, nunca deixará de existir...

- Jorge Pi

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Angelitude

Angelitude é a mais alta expressão da humanidade; desde que se seja humano, de verdade!

- Jorge Pi

Distâncias...

Distâncias reúnem distantes com finos fios de instâncias de ânsias. Destoam-se, destarte discórdias, distâncias, por estarem, num instante, à distância. De estar em estar, distintos estados distraem distâncias.

- Jorge Pi

terça-feira, 3 de abril de 2018

Paraísos

Todo paraíso é chato! E todo fruto do Conhecimento sempre nos revela um paraíso mais alargado, menos distanciado do ideário do Paraíso Verdadeiro. Até que o pequeno grande provisório paraíso conquistado se torna chato, mais uma vez... É quando chega a hora de seguir viagem rumo a uma nova conquista. Assim, de paraíso em paraíso, o peregrino dos paraísos perdidos começa a sentir SAUDADE do primeiro dos paraísos conquistados... Mas, saudade, não do primeiro paraíso, em si. E, sim, daquela atitude ingênua e reconfortante de achar que o Paraíso está logo ali!

- Jorge Pi

domingo, 25 de março de 2018

A Liberdade de Ser Bom

Toda liberdade assusta, pois nos tira de alguma zona de conforto. Ansiamos por ela, aprisionando-nos, no entanto, ao já estabelecido, como se nos nutríssemos dialeticamente do contraditório e da dualidade. Como se, diante de um espelho repleto de uma diferente configuração de nosso próprio reflexo, vivêssemos em estado de suspensão vivencial, destituídos da necessária coragem de nos tornarmos aquilo que já somos, sabido apenas pela nossa subjetiva forma de nos suportarmos e de nos reconhecermos, verdadeiramente. Então, a liberdade de sermos bons equivale ao nos desnudarmos. E coramos nossa face, bem como as faces alheias. Mas, de espanto em espanto, que sejamos Revelação, deveras! Pois, que também saibamos respeitar os diversos e mui estranhos libertares das bondades alheias.

- Jorge Pi


quarta-feira, 21 de março de 2018

Cemitério dos Prazeres

Macabro? Sinistro? Aterrorizante? Sim, exceto se nos rendermos à simples verdade de que somos a própria morte fantasiada de vida! Aliás, nós não somos a morte, pois ela é meramente um Portal. Vivos, no entanto, precisamos morrer, a cada exalação, para permanecermos no mundo. E, a cada nova inalação, uma nova perspectiva se nos abre para percorrermos a Estrada que, um dia nos levará à Luz Maior, quando de nossa última exalação. E, assim, entre inalares e exalares sucessivos e aparentemente perenes, vamos nos banhando da maravilhosa experiência de sermos humanos transeuntes à procura de Sentido e Realização Ontológicos. Então, de busca em busca, enfim haveremos de, um dia, depararmo-nos conosco mesmos diante daquilo que se costuma esquivar, mas que nos é a todos, irremediavelmente, inevitável: o instante da morte. Cemitérios, portanto, são campos semeados. E nós, então, seremos simples sementes da Vida!

- Jorge Pi


quinta-feira, 15 de março de 2018

Grande Ser - Quantas Veredas...

"Viver é muito perigoso..." E, a cada pequeno ciclo respiratório, inalamos, retemos e exalamos as entranhas pneumáticas de toda a vida. O perigo, no vivermos, não está na morte, mas na própria vida. Todavia, o segredo é se viver completamente atento àquilo tudo que nos rodeia, concretamente. Então, o medo não nos subjuga e prevalece um sentimento de paradoxal completude a nos convidar ao Grande Ágape do Saborear da Eternidade!

- Jorge Pi
Entrevista dada por Antônio Cândido sobre a obra de…

Solitude

Mesmo quando estamos acompanhados, se 'repararmos' bem, poderemos perceber que estaremos sozinhos. O problema é como 'reparamos'... 'Reparar' é tomar consciência de si, apesar do forte apelo ao nos liquefazermos, aderindo a uma condição híbrida de sermos e não sermos diante do(s) outro(s), por, simplesmente,  projetarmo-nos à projeção de realidade, através da qual o(s) outro(s) nos capturam, no Fenômeno Humanidade. Aliás, mesmo quando estamos a sós, se não nos pomos a 'nos reparar', ainda não estaremos 'conosco mesmos'. Estaremos com um 'outro', que automatamente vive a se fazer passar por nós próprios, todo o tempo. Pois o "nós" aqui referido, trata-se do Ser Verdadeiro que Somos e que, sufocado pelas artimanhas do nosso pequenino ego, aguarda e aguarda o momento em que haveremos de nos predispor a lhe direcionar a nossa Atenção Plena. E, quando dirigirmos a Atenção para a sua Silente Presença, em nós, 'reparando-nos', Ele haverá de sorrir com um riso puro de criança, pegar-nos-á pela mão e nos levará a uma aventura axial repleta de magnificência e da mais completa e genuína Liberdade!

- Jorge Pi

Ar... Pá!

Harpa. Ar para parir sons! Ar pára, ondula, transita entre um e outro dedilhar as cordas, num comboio de arcos lançando flechas sonoramente harmoniosas que se fazem aves-notas e se vertem em música da mais pura e diáfana melodia. Ar... Pá!

- Jorge Pi


segunda-feira, 12 de março de 2018

Tabernáculos...

Tabernáculos... Tabernas de Oráculos! Cristãs, mas oraculares... Oraculares, pois orações seculares as habitam, transitam por seus Altares, permeiam-nas de Brilho e Graça! E, além do mais, são lindas Capelinhas com risos em suas fachadas, quão anjos que se desdobram, doando-nos Sacralidade.

- Jorge Pi



Os Manuscritos Medievais

Muita arte e técnica envolvidas. Trabalho de monge. Em solitário deleite contemplativo, artesanalmente, o bastão da Cultura foi-nos ofertado como uma Rosa de Saron ou como um Lírio dos Vales: repleto de Força, Sabedoria e Beleza.

- Jorge Pi


sexta-feira, 2 de março de 2018

Revoar

Sentimento de exílio pode dar inspiração. Sentimento que inspira um exilado coração. Coração buscando asilo na ditosa inspiração. Então, bate uma saudade de palmeiras-sabiás. Sábias que são lembranças: pousam, cantam e nos encantam. Gorjear uma saudade; revoar numa canção.

- Jorge Pi

Poemas do poeta da 'canção do exílio' Gonçalves Dias
REVISTAPROSAVERSOEARTE.COM|POR PROSA, VERSO E ARTE

quinta-feira, 1 de março de 2018

Estrada do Sol... Jobim - Duran - Dos Santos – Regina

Que música linda, meu Deus! Ela se propaga, límpida, pelo ar. Suavemente, tem a força das Eras por vir, assim como dos Éons Inefáveis que ainda vibram em nossas almas de incansáveis viajores, na Estrada da Evolução do Ser! Tocando, de leve, os nossos ouvidos, faz-nos encontrar a Paz Verdadeira, ao menos provisoriamente. E, de audiência em audiência, degustamos a nós mesmos, no mais recôndito da sacrossanta ambiência cardíaca, num vislumbre antecipatório de nossa tão almejada Auto Realização Ontológica, no âmbito da Música das Esferas!

- Jorge Pi





Neste último vídeo, voz:

Fernando Janson

Deus!

Deus não "existe". Deus "É"! Deus não é Deus. Ele é "Sou o Que Sou". Sendo o que "É", incomensuravelmente Incognoscível, "É" somente para Si, considerando-se este "Si" o mais irremediável Mistério para "nós". Nada a ver com o humano desejo de Transcendência do Humano. Mas, as Leis Cósmicas "Existem" e dão possibilidade de nos harmonizarmos (ou não!) com Elas. Elas são nossa mais aproximada forma de fazer valer o surgimento, em nossa consciência humana, do ancestral conceito de Deus(es), em proporção direta com nossa sintonia, ou alheamento relativo. Aquilo que se convenciona chamar de Felicidade, enquanto experiência, é um artifício de tradução de nossa comunhão pessoal com esta Categoria chamada Deus. Pragmaticamente, faz-se necessário nos auto "libertar" para, verdadeiramente, "Ser" no "Ser"!

- Jorge Pi

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Ofélia...

Pessoa incumbe a Campos tarefa inóspita de dar um "não" a Ofélia Queiroz, através de uma "carta-vale(n?!)te". Mas, se Pessoa não está em pessoa, na dissimulada missão do não-pessoa Campos de se fazer a pessoa representante de Fernando, então, pessoalmente, indago se D. Ofélia tenha, de fato, recebido tal missiva. E, se a recebera, talvez tenha duvidado das razões e intenções daquele astucioso Eng.° Naval, pondo-o sob suspeita; pois, como garantir que Fernando, em pessoa, tenha lhe solicitado tão árdua missão, de fato, já que quem escreve e assina é apenas uma fictícia "persona", apesar de real, do ponto de vista literário?! Quiçá tenha sido um "sim" disfarçado num seu heterônimo "não", de tal sorte que a "dúvida", traduzida em esperança, apontasse para um "talvez, quem sabe, um dia..."! Ou, não?!

- Jorge Pi



Carta a Ofélia Queiroz - 25 de Setembro de 1929:

Exma. Senhora D. Ophélia Queiroz,

Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Ex.ª — considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo da obediência e da disciplina) — que V. Ex. ª está proibida de:
(1) pesar menos gramas,
(2) comer pouco,
(3) não dormir nada,
(4) ter febre,
(5) pensar no indivíduo em questão.

Pela minha parte, e como íntimo e sincero amigo que sou do meliante de cuja comunicação (com sacrifício) me encarrego, aconselho V. Ex.ª a pegar na imagem mental, que acaso tenha formado do indivíduo cuja citação está estragando este papel razoavelmente branco, e deitar essa imagem mental na pia, por ser materialmente impossível dar esse justo Destino à entidade fingidamente humana a quem ele competiria, se houvesse justiça no mundo.

Cumprimenta V. Ex. ª

Álvaro de Campos
eng. Naval

25/9/1929
ABEL

Carn-aval...

Carnaval. Carne: aval. Vale de lágrimas tornado sorrisos. Só risos insanos, pois n'Alma há ressalvas pro aval que há na carne. Ressalvas repletas de cinzas vindouras: na quarta, a quaresma é quem flerta, em alerta: pra quê tanto riso?! Pesar é preciso!

- Jorge Pi