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sábado, 13 de janeiro de 2018

Batalha Monastery, Portugal


Não é apenas um pórtico; trata-se de um verdadeiro Portal! Quem por ele atravessa, não há de o transpor sem que em um novo ser se transforme! Magnífico!
- Jorge Pi

Valete!

Que maravilha de se ver, ouvir, transcender... Neste vídeo, o encantador encontro entre a impecável interpretação de Bethânia, o arrebatador e iniciático poema de Pessoa e a refinada melodia de Chico! Um Grande Arcano nos é, graciosa e generosamente, ofertado! Como diria Fernando, em O Encoberto: "Valete..."!

- Jorge Pi

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Piódão: uma Aldeia Portuguesa.

Cores vivas em sóbrias paredes de sobrados de pedras, saídos do chão. Portas, fachadas, janelas fechadas, telhados talhados pra ter chaminés. Antenas modernas em velhas moradas. Aldeia que passa e não passa: perpassa. No alto, um céu; ao lado, uma mata. Meus olhos são dois vigilantes atentos: há muita beleza em um só olhar!
- Jorge Pi



Doridos

Reboco caído, cantado, doído! A dor de, sem dor, doer mais que se houvesse. Ouvindo a pintura, a dor reverbera, transpondo da tela toada contida. Os olhos?! Ouvidos: soados: doridos!
- Jorge Pi

“O violeiro” (1898), uma das obras-primas do grande pintor luso-brasileiro José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, São Paulo, 8 de Maio de 1850 — Piracicaba, São Paulo, 13 de Novembro de 1899).


domingo, 17 de dezembro de 2017

Piazzottango

Há, na musicalidade piazzolleana, um irreprimível fluxo de densidade vaporizante que nos conduz a repercussões interiores de tal sorte que, de repente, em reverberação, já não sabemos distinguir o instrumento do músico e dos apreciadores audientes. Pois, na verdade, impera mais a música disposta em detalhes que se compõem de multifacetadas manifestações de plenitude. E que se entenda um irreprimível fluxo de densidade vaporizante como algo equivalente a uma dualidade implícita na maneira de conduzir a harmonia, em sua construção musical. Ou certo paradoxo cinestésico-auditivo, pois, mais do que ouvir, a experiência predominante é a de sentirmos com o tato as inusitadas delineações melódicas da genialidade do grande artista. Aliás, Piazzolla, libertando o Tango, tanto e tão lindamente, deixa-nos tontos com tamanha proficiência no libertar! Libertango seja o verbo que nos livra da maldição de estarmos tontos, por não sabermos, tanto, o Tango, libertangozar!



- Jorge Pi

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Vazio...

"É sempre bom", mesmo, "lembrar": tomar ar puro é sempre bom, que apuros são inevitáveis... Mas, viver prescinde leve estar, no levitar do cheio-vazio do transcorrer do transmutar...

- Jorge Pi



terça-feira, 30 de maio de 2017

Ele...

Uma vez sonhei que adentrei num recinto, como que uma velha casa vazia... Em um dos cômodos, deparei-me com alguém sentado em uma cadeira... Uma sala vazia, contendo apenas uma mesa, uma cadeira e um homem sentado nela, debruçado sobre a mesa e uma "cúpula energética" envolvendo a sua cabeça... Ele estava sentado de costas, do meu ponto de vista. De repente... Levanta-se, vira-se para mim, sorri e leva o seu dedo indicador direito aos seus lábios fechados... Então, compreendi! Ele "falou" comigo, através do "silêncio"... Guardo comigo este tesouro. Hei de sempre tê-lo em minha mente e meu coração. Ah! "Ele" era Albert Einstein...

- Jorge Pi

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Luz e Mistério

Luz é mistério revelado e mistério é luz velada...
Riso sério é um amplexo de amor entre ambos.


- Jorge Pi


terça-feira, 18 de abril de 2017

Até pensamos...

Um mil e novecentos e sessenta e oito... Aí, no ano em que nasci, cinco cravos torpes e medonhos, presos à carne de um sonho de Brasilidade a perseguir, tangiam-nos para longe de um bosque que, separado de nós por um muro, privava-nos daquela doce e singela donzela: a Democracia. Restando-nos o insaciante saborear da maçã de um desejo de, um dia, quem sabe, viéssemos a lhe beijar os lábios e até pensar que fosse nossa...


- Jorge Pi

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Lindo, Clarice!

Lindo! Clarisse é como um 'espectro' de diáfanas ideias amalgamadas em densos sentimentos que se entregam às claras obnubilidades da genialidade literária... Mas, há um lenitivo para a nostalgia e, talvez até para a depressão: a oração! Rezar o "Pai Nosso", por exemplo, atenta e compenetradamente, reestabiliza-nos a serenidade e nos possibilita usufruir plenamente as dádivas avatávicas de cada Momento Presente! ✨😉✨

- Jorge Pi

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Joaninha, Joaninha!

Joaninha, Joaninha... Você é engraçadinha! Caprichosamente linda! Seja sempre mui bem-vinda! Quem vestiu você, assim, que a deixou uma gracinha?! Foi, decerto, a Mãe-Natura, que há de vestir muito, ainda!       



                                                        
                                                                 - Jorge Pi

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Amiga "X", Amigo "Y" e quase Nativivo(a) amighuinho(a) "XY"...

Amiga "X"... Amigo "Y"... Fiquei sabendo...
A pequenina melodia teve dificuldade e se esquivou de reverberar!
Mas, ela flui silenciosamente...
E, no momento certo, há de retumbar, linda, límpida e maravilhosamente, através de vocês...
Foi apenas um Ensaio...
O Maestro, no entanto, há de Reger o seu Advento no Pomposo Tempo que Haverá de Vir...
E virá, decerto!
Quanto a isto, não nutro a menor dúvida!


- Jorge Pi

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Feliz Idade Nova!

Há algum tempo, decidi mudar meus cumprimentos de felicitação natalícia, da usual injunção "Feliz Aniversário", no sentido de "parabéns pra você", para uma minha neo-expressão: Feliz Idade Nova!
Aqui, não reivindico direito nenhum de autoria (apesar de ter sido criada por mim)... Nem, tão-pouco, faço restrição alguma do seu uso, indiscriminado, ou não, por quem quer que seja. Todavia, não posso dissimular a enorme satisfação imbuída de uma grande honra, caso venha ser disseminada de boca em boca, de postagem em postagem, de rede social em rede social... Afinal, que o destino de nossos filhos sempre seja o de dar-se ao mundo, não é mesmo?!
Dito isso, passo a afirmar que sempre estranhei como sendo desprovida de sentido a expressão secular "parabéns pra você"!
Não, que a deficiência estivesse na expressão, em si; mas, em minha tamanha inabilidade em decifrar-lhe o sentido léxico e semântico.
Pois, afinal, qual o significado preciso desta terminologia e por que nos acostumamos à sua repetição mecânica, sem nos indagarmos sobre seu tino e nossa compreensão em torno dela?!
Nos escritos do velho Machado de Assis, a forma 'parabém', no singular, é-nos configurada, inusitadamente, em vez da, ora em uso, 'parabéns', no plural. No entanto, dada a absorção vocabular desde a mais tenra idade, curiosamente, sempre somos levados, automatamente, a tê-la dissociada da ideia plural e, sim, como em 'lápis', no processo da invariabilidade gramatical. 
Ora, se o termo para-raios se refere a um dispositivo metálico pontiagudo, afixado no cume de um determinado edifício, cuja função é a de capturar, numa certa área, os eventuais raios que porventura ali se façam manifestos eletricamente, então para-bém poderia ser uma certa predisposição à atração de bens de toda sorte, na vida?!
Gosto de pensar que sim!
Mas, isso nos remete a um pequeno problema: ao desejarmos ‘parabéns pra você’, não estaríamos ofertando ao nosso amigo, ou amiga, parente ou conhecido, algo de ‘quantitativo’, quer de natureza material ou espiritual, sem a devida noção do peso deste nosso ‘mimo’, no sentido de que pode estar carregado de implicações insuspeitadamente inconsequentes, destarte toda nossa boa e singela intenção?!
Desta forma, em minha análise, talvez equivocada (reconheço!), é certo que estaremos desejando o Bem à pessoa-alvo de nossa intenção filantrópica; no entanto, persiste fato de que, muito provavelmente, trata-se de um desejo arbitrário de disseminação da Felicidade, vez que, desconcertantemente, nosso entendimento do que seja ‘certo’ ou ‘errado’, volta e meia está em discordância com a realidade factual das relações causais implícitas a toda experiência por nós vivenciada. Em outras palavras, algo que nos ocorra com aparência de bem, pode, no final das contas, acabar se tornando um mal; e, travestido de um inegável mal, um grande bem se nos bate à porta, inusitadamente, não é mesmo?!
Por esta simples e ora revelada razão, resolvi criar o termo FELIZ IDADE NOVA, numa perspectiva de não cercear a dor e o sofrimento, sob o pretexto de serem incompatíveis à consecução da Felicidade, na vida de alguém. Claro que não se trata de desejar os ‘paramales’; mas, insuflar na essência anímica daquele a quem nos dirigimos, a ideia de receber de bom grado o bem e o mal, como ferramentas indispensáveis a uma ascensional evolução pessoal.
Aliás, desejar ‘parabéns’ é focar o Indivíduo, em detrimento da pessoa humana objeto de nossa atenção. E, aqui, podemos digredir um pouco num entendimento particular: indivíduo é “o” sujeito temporal estanque, que podemos ver no momento em que, com ele ou ela, interagimos, destituído de sua implícita subjetividade mais profunda, dada a nossa tendência a focar o superficial, em vez do mais profundo, em tudo.
Pessoa, no entanto, trata-se da abrangência do ser que se instaura no Processo Existir e se expressa de forma múltipla e diversa, por intermédio do (e graças ao) Ser, que lhe dá suporte e potencialidade.
Pessoa, portanto, é o ‘fenômeno-numênico’ que está por trás, ou por dentro, do ‘númeno fenometizado’ chamado Indivíduo, com características mutáveis e mutantes e que pode ser ‘identificado’ por um documento oficial e uma aparência momentânea transitoriamente expressa em ser criança, adolescente, adulto e idoso, em sua vida.
Quer dizer: desejar FELIZ IDADE NOVA é direcionar um intento ‘qualitativo’ a uma PESSOA cuja abrangência axial se estende desde a concepção intra-uterina até a chamada morte.
Ou seja: desejar ao Ser Completo a possibilidade da Congratulação com o Testemunhar Presencial da Vida, em mais um novo ciclo solar de experiência evolutiva.
É não sobrecarregar o Indivíduo com o modo Ter de Existência, no qual, se o favorável acolhimento das boas coisas da vida é a tônica, o despreparo diante dos inevitáveis e, o mais das vezes, imprevisíveis revezes, no entanto, é patente; mas, verdadeiramente, PRESENTEAR a PESSOA com a salutar perspectiva de uma esperançosa e amadurecida comunhão com as misteriosas deliberações causais, que nos permeiam, inelutavelmente, o Caminho, e nos permitem, generosamente, o Caminhar.
Assim, desejar FELIZ IDADE NOVA é, simplesmente, fazer perceber que toda idade É NOVA, independentemente de nossa idade cronológica, e sempre nos abre um Portal para o NOVO que nunca, em hipótese alguma, deveríamos, displicentemente, negligenciar!
Além do mais, podemos, subliminarmente constatar que o termo FELIZ IDADE NOVA, repito, pode ser uma graciosa e poética corruptela de FELICIDADE NOVA que nos é dada totalmente de GRAÇA, na Nova Idade cronológica que adentramos, enquanto Indivíduo que passa, no âmbito processual de Pessoa, na Generosa e Ininterrupta Celebração da Vida! 

- Jorge Pi 

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Dom...

Capitu captava bem o tino de Bentinho...
Um amor circundado por poesia plena a transbordar em desejos cândidos de ser Lua em ser Sol, numa estonteante efusão de autenticidade em mal-disfarçada suspensão cardíaco-cognitiva de uma multifacetada e indubitável Felicidade!

- Jorge Pi

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vida-Lida

Um primor!

Escritos d'Alma de minha 'maninha' Tereza Cristina (pra mim, só...Dindinha!...)

Ao longo da vida, na lida tão linda, brotaram impressões impressas, agora...

Poesia é a Alma desta vida lida...

Poemas discretos, repletos de Linda Vida!

Sou suspeito, mas, VIDA-LIDA Promete!Sucesso, minha irmã!



"No silêncio de minha voz tão falante, saem versos querendo ir ao mundo. Nem todos são possíveis no papel. Fazem-se Vida-Lida, como se poesias fossem". (Tereza Cristina Pinheiro Souza)


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dolores Duran(do)!

Orgulha-me, de um orgulho humilde e retumbantemente modesto, numa modéstia densa e efervescentemente simples, saber de sua matriz ceboleira. Dona de uma voz amplamente melodiosa, de um aveludado ligeiramente agreste, como os agridoces campos da minha Velha Loba. Compositora sensível e criativa: inteligentemente envolvente!

Jorge Pi









Composições de Dolores Duran:


"A Morte Deste Amor"

"A Noite do Meu Bem"
"Arrependimento" (com Fernando César)
"Canção da Tristeza" (com Édson Borges)
"Castigo"
"Céu Particular" (com Billy Blanco)
"Deus Me Perdoe" (com Édson Borges)
"Estrada do Sol" (com Tom Jobim)
"Falsos Amigos"
"Fim de Caso"
"Idéias Erradas" (com Ribamar)
"Leva-me Contigo"
"Minha Toada" (com Édson França)
"Não me Culpe"
"Noite de Paz (Dá-me Senhor)"
"O Negócio É Amar" (com Carlos Lyra)
"O Que é Que Eu Faço" (com Ribamar)
"Olhe o Tempo Passando" (com Édson Borges)
"Patinho Feio" (com Oscar Castro-Neves)
"Pela Rua" (com Ribamar)
"Por Causa de Você" (com Tom Jobim)
"Prece de Vitalina" (com Chico Anysio)
"Quem Foi?" (com Ribamar)
"Quem Sou Eu?" (com Ribamar)
"Se é Por Falta de Adeus" (com Tom Jobim)
"Se Eu Tiver" (com Ribamar)
"Se Quiseres Chorar" (com Carlos Lyra)
"Só Ficou a Saudade" (com Fernando César)
"Solidão"
"Sou Toda Sua" (com Fernando César)
"Ternura Antiga" (com Ribamar)
"Tome Conta de Você" (com Édson Borges)
"Volte num Dia de Chuva" (com Fernando César)
"Vou Chorar" (com Lúcio Alves)



Esta interpretação de Dolores Duran lhe redeu comentários elogiosos de Ella Fitzgerald:




segunda-feira, 4 de abril de 2016

Pensando...

Tô pensaaano...
Insano pensar que me faz pensar ser o pensamento mesmo...
Mas, não 'sou' pensando; sou, pensando...

Estou pensando!

- Jorge Pi

domingo, 3 de abril de 2016

Desventuras Medievas...

Medieva tecitura de ser densa quadratura...
Quadratura medieva de ser densa tecitura...
Densidade medieva de quadrada tecitura...
Tecer Idade Medieva inserida em dez venturas!


Jorge Pi

Prece

Vai, Energia do Universo!
Brinda com saúde e alento quem precisa de Ti...
 
                              Assim Seja!!!
- Jorge Pi