Omar Khayyam é O Mar caindo em profundezas abismais que leva a alturas inimagináveis, numa ânsia de subir, concomitantemente ao aparente destemor da própria e última precipitação ontológica: a morte.
terça-feira, 2 de abril de 2019
segunda-feira, 1 de abril de 2019
José, o pai do Menino...
São José e o Menino! Menino que o olhava e o amava como a um pai. Mas São José não era seu pai. Era mais: Amigo! Amigo verdadeiro. E o Menino sabia disto. E sabia também que entre ele e aquele homem, o Amor do seu Pai brincava de ser mundo. E era um mundo no qual a Graça residia. Viva, São José! Bom José, que amou Maria! ✨🙏✨
- Jorge Pi
O pai que não era pai, mas foi bom pai. São José é um exemplo de resignação. Figura importante, mas como que no anonimato da História Sagrada. Sua história é eclipsada pela Imensa Luz que se projetou na Humanidade: Jesus.
Mais velho do que Maria, foi como que um segundo pai, para ela. Dupla missão paterna, a de José!
Pai, sendo não-pai de Jesus. Pai, tendo Maria, a sua esposa, como filha.
Era, de fato, uma família sagrada, a sua. Sua?! Mas não era dele! Dele, a Sublime Missão de ser Pai José de toda a Humanidade!✨🙏✨
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Feira
Gosto de ir à feira. É um pequeno mar de vibração nervosa de um povo que luta pra sobreviver na vida. É como entrar numa mata composta de árvores humanas. Há os perigos e incômodos de nos defrontarmos com os aspectos reptilianos regionais. Mas o respirar a corrente anímica dilatada na confluência da egrégora mercantil dos nossos irmãozinhos encarnatórios, justifica tal mergulho solidário e fraterno. As bancadas de frutas, verduras e legumes dos supermercados e frutais são frios, em demasia, no que diz respeito ao requisito HUMANIDADE!
- Jorge Pi
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Mirdad
Mirdad fala. Mas, em verdade, o Todo é que Fala, por intermédio do falar de Mirdad. Ouçamos, atentos, o que Mirdad fala! Ou melhor: permitamos que o Todo o Ouça, por intermédio dos nossos ouvires. Assim, um fluxo e refluxo de ouvir e falar entrará em sintonia com o Ouvir e o Falar do Todo!
- Jorge Pi
Excalibur
Excalibur é, na verdade, uma chave! A espada é o Princípio da Vontade. Se bem utilizada, pode nos levar ao Graal da Compreensão!
- Jorge Pi
domingo, 14 de outubro de 2018
Novos Tempos?
Novos tempos. Não os vejo com julgamentos. Quem sou eu! Cabe-me o
voto. Militância? Para quê? O que sempre percebi foi um vertiginoso excesso de
"direitos", na Constituição de 1988. Deveres? Sufocados por tantos
direitos. Direito é bom? Sim. Porém, se ladeado com sua simétrica cota de
dever, muitas vezes relegado, negligenciado, ignorado. O que nos resta de
certeza é que a História é cíclica, num sentido ascendentemente espiralado. E
quanto ao desenrolar de fatos, atos anteriores sempre são as causas primeiras.
- Jorge Pi
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Bendegó de Uauá
Uauá não é um nome... É uma vocalização! Um Mantra!
Significa Pirilampo, Vaga-lume. Pisca-pisca natural! Lamparina biológica que projeta luz fotoquímica a sutilizar um pouco a escuridão das noites.
Uauá é também um município baiano que fica vizinho a Monte Santo, terra adotada por Conselheiro.
Em Uauá há um povoado chamado Bendegó. Pois foi justamente lá que se aninhou uma Pedra vinda do Espaço e que ora se encontra no incendiado Museu Nacional do Rio de Janeiro.
Significa Pirilampo, Vaga-lume. Pisca-pisca natural! Lamparina biológica que projeta luz fotoquímica a sutilizar um pouco a escuridão das noites.
Uauá é também um município baiano que fica vizinho a Monte Santo, terra adotada por Conselheiro.
Em Uauá há um povoado chamado Bendegó. Pois foi justamente lá que se aninhou uma Pedra vinda do Espaço e que ora se encontra no incendiado Museu Nacional do Rio de Janeiro.
É impressionante!
Trata-se de uma efervescência
de história!
Há, de fato, algo de luminoso
nas bandas das Terras dos Vaga-Lumes. O trajeto de um meteoro fincou
raízes lá! E nada acontece por acaso, não é mesmo?!
Os artistas locais bebem deste
sentimento cósmico. Sendo assim, Uauá tem, de fato, uma aura especial de luz
pirilâmpica das estrelas...
Ela foi agraciada por um evento
cósmico! Uma negra pedra de metal que não esquenta com o calor dos raios
solares! E tendo sido levada por D. Pedro II para o Museu Nacional do Rio de
Janeiro, parece que o meteorito foi umas das poucas peças que sobraram, no
infeliz incêndio de data recente.
Em nossas pesquisas, encontramos este lindo
poema cinematográfico:
Talvez o meteorito seja uma dádiva poética e não um mero incidente sideral. Será que já havia pirilampos, antes dele cair em Uauá?! Não seria, ele próprio, um Imenso e Encantado Pirilampo, adormecido e misteriosamente impávido, em meio à terrível destruição ígnea ocorrida no Museu de todos nós? Como se fosse uma insuspeita fênix a concentrar em si toda a memória cremada, transmutada e, não, perdida! Toda a nossa memória em uma pedra férrea caída dos céus!
- Jorge Pi
domingo, 19 de agosto de 2018
Okê Arô!
"Guerreiro de uma única flecha!" Guerreiro pacífico, que não desmembra, nunca, sua flecha de seu arco. Determinação, tenacidade e propósito. Ele próprio é sua flecha, perenemente projetada, através de seu arco, que também é ele mesmo. Arquétipo único e indivisível: o Arqueiro, o Arco e a Flecha! Inteireza é sua característica fundamental; ubiquidade, seu dom primordial. Oxossi, assim, é o Senhor do Aqui e Agora, liberto das amarras de Maya, num majestoso estado de Poder, impavidamente repleto de uma suspensão contemplativa a irradiar, ininterruptamente, Inspiração, Esperança e Prosperidade! ✨🙏🏻✨🏹
- Jorge Pi
sábado, 18 de agosto de 2018
As Time Goes By
Bela música, belo filme, bela época, por certo! De fato, o mundo perdeu o romantismo. Não somente eu, que perdi. Aliás, eu mesmo nem cheguei a perder. Quem nunca experienciou, é nada mais que um ignorante. E ignorar nos faz ter um sentido diferente daquilo que se ignora. O ignorado não existe para quem ignora. Não, um ignorar como desprezo pelo que quer que se queira descartar. Pois, descartar é, tendo conhecido, eliminar. Mas, ignorar, no sentido de, tão-somente, 'não conhecer'. Sendo assim, a atual geração, na qual estou me incluindo (apesar de não mais ser bem da atual geração), não pode dizer que perdeu aquilo que nunca teve. Mas, curiosamente, veio-me um tanto de misteriosa saudade e desconcertante melancolia, ao assistir a esse vídeo. Como é possível se 'ser "e" não-ser' de uma época? Velho? Talvez é o que eu seja e não o saiba, por ter sido iludido pelas travessuras do deus Chronus, que me fincou em uma parte do tempo que, decididamente, não me representa. Sou, então, um ignorado ignorante da própria ignorância de não ser cabível em minha própria época? Não sei... Mas, que minha alma errou de geração, disto nunca tive a menor dúvida!
- Jorge Pi
sexta-feira, 27 de julho de 2018
Ondas...
Toni Fernandes (80x60cm a/s/t)
Que as ondas venham!
Mas, de tão tímidas, só dão um "oi!"...
E, então, retornam...
E vão e veem, e voltam e voltam.
Assim, parece que voltar é toda a meta!
Voltar, em volta da ideia de perenizar.
Que as ondas venham!
Mas, de tão tímidas, só dão um "oi!"...
E, então, retornam...
E vão e veem, e voltam e voltam.
Assim, parece que voltar é toda a meta!
Voltar, em volta da ideia de perenizar.
- Jorge Pi
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Sejamos de Nanã!
Esta música...
Linda!
Sempre achei.
A morte é sempre temida, mas, na verdade é um novo nascimento. Chora-se, por causa dela.
E o bebê chora...
Senão, não sobrevive ou irá ter uma vida difícil.
As lágrimas estão relacionadas a Nanã!
Lágrimas são de água e sal.
Então a felicidade e a tristeza se abraçam, em Nanã.
Assim, abraçarmos Nanã é o mesmo que dizermos: Assim Seja!
É incrível como há tanta beleza e verdade na herança cultural yorubá e, no entanto, a sombra do preconceito teima em tentar aniquilá-la. Deveria, sim, ser foco de estudo nas escolas. Na disciplina Religião.
Engraçado...
Religião vem do latim...
Religare
Mas, parece que perdeu o sentido original...
Sejamos, sim, de Nanã!
Salve, Nanã!
✨🙏🏻✨
Linda!
Sempre achei.
Nanã é um dos Orixás...
Ela representa os Princípios de Nascimento e Morte.A morte é sempre temida, mas, na verdade é um novo nascimento. Chora-se, por causa dela.
E o bebê chora...
Senão, não sobrevive ou irá ter uma vida difícil.
As lágrimas estão relacionadas a Nanã!
Lágrimas são de água e sal.
Então a felicidade e a tristeza se abraçam, em Nanã.
Assim, abraçarmos Nanã é o mesmo que dizermos: Assim Seja!
É incrível como há tanta beleza e verdade na herança cultural yorubá e, no entanto, a sombra do preconceito teima em tentar aniquilá-la. Deveria, sim, ser foco de estudo nas escolas. Na disciplina Religião.
Engraçado...
Religião vem do latim...
Religare
Mas, parece que perdeu o sentido original...
Sejamos, sim, de Nanã!
Salve, Nanã!
✨🙏🏻✨
- Jorge Pi
domingo, 24 de junho de 2018
Tales na Festa de Nanã...
Água é O Princípio, por princípio. E é água-gota, água-chuva, água-lago, água-rio e água-mar! No dentro, tanto quanto no fora, é água-sangue que circula, hidrata, higieniza e nutre. Água é Água. E, no ponto médio entre o fora e o dentro, água é vida e transmuta o que há de vir na tensão superficial de sua densidade translúcida e em sua mutabilidade perene.
- Jorge Pi
sexta-feira, 22 de junho de 2018
Um Generoso Gesto de Oxumaré
Até agora, impressionado, meus amigos do "Águas do Aruanda"! Sábado passado... 16 de junho de 2018, em Aracaju/SE. Usufruindo dos deliciosos afagos das maternais vibrações do harmonioso jardim. Na iminência do término das atividades daquela tarde acolhedora e "hospitaleira". De repente, nos céus da linda Terra dos Papagaios e dos Cajueiros... Um simples arco íris?! Não!!! No começo, sim: a exuberância da simplicidade! Mas, à medida em que o colorido arco foi crescendo e, de repente, fez-se completo, de um extremo ao outro, vi algo a mais do que o óbvio: sentado em um banco de madeira, contíguo ao Salão Sagrado, eram as luminosas e multicoloridas Águas de Aruanda que lubrificavam meus olhos sedentos, cansados de tanto cinza e desejosos de Cor e Vida! Uma Iniciação Subliminar e Arcana! Estava no céu, tendo o jardim do Águas como testemunha! E eu me sentia parte daquele jardim... E ele tomara as dimensões do infinito só para acolher aquela linda e soberana delicadeza contida num pequeno gesto de generosidade de Oxumaré! ✨🌈🙏🏻✨
- Jorge Pi
quarta-feira, 21 de março de 2018
Cemitério dos Prazeres
Macabro? Sinistro? Aterrorizante? Sim, exceto se nos rendermos à simples verdade de que somos a própria morte fantasiada de vida! Aliás, nós não somos a morte, pois ela é meramente um Portal. Vivos, no entanto, precisamos morrer, a cada exalação, para permanecermos no mundo. E, a cada nova inalação, uma nova perspectiva se nos abre para percorrermos a Estrada que, um dia nos levará à Luz Maior, quando de nossa última exalação. E, assim, entre inalares e exalares sucessivos e aparentemente perenes, vamos nos banhando da maravilhosa experiência de sermos humanos transeuntes à procura de Sentido e Realização Ontológicos. Então, de busca em busca, enfim haveremos de, um dia, depararmo-nos conosco mesmos diante daquilo que se costuma esquivar, mas que nos é a todos, irremediavelmente, inevitável: o instante da morte. Cemitérios, portanto, são campos semeados. E nós, então, seremos simples sementes da Vida!
- Jorge Pi
quinta-feira, 15 de março de 2018
Grande Ser - Quantas Veredas...
"Viver é muito perigoso..." E, a cada pequeno ciclo respiratório, inalamos, retemos e exalamos as entranhas pneumáticas de toda a vida. O perigo, no vivermos, não está na morte, mas na própria vida. Todavia, o segredo é se viver completamente atento àquilo tudo que nos rodeia, concretamente. Então, o medo não nos subjuga e prevalece um sentimento de paradoxal completude a nos convidar ao Grande Ágape do Saborear da Eternidade!
- Jorge Pi
Entrevista dada por Antônio Cândido sobre a obra de…
sexta-feira, 2 de março de 2018
Revoar
Sentimento de exílio pode dar inspiração. Sentimento que inspira um exilado coração. Coração buscando asilo na ditosa inspiração. Então, bate uma saudade de palmeiras-sabiás. Sábias que são lembranças: pousam, cantam e nos encantam. Gorjear uma saudade; revoar numa canção.
- Jorge Pi
quinta-feira, 1 de março de 2018
Estrada do Sol... Jobim - Duran - Dos Santos – Regina
Que música linda, meu Deus! Ela se propaga, límpida, pelo ar. Suavemente, tem a força das Eras por vir, assim como dos Éons Inefáveis que ainda vibram em nossas almas de incansáveis viajores, na Estrada da Evolução do Ser! Tocando, de leve, os nossos ouvidos, faz-nos encontrar a Paz Verdadeira, ao menos provisoriamente. E, de audiência em audiência, degustamos a nós mesmos, no mais recôndito da sacrossanta ambiência cardíaca, num vislumbre antecipatório de nossa tão almejada Auto Realização Ontológica, no âmbito da Música das Esferas!
- Jorge Pi
Neste último vídeo, voz:
Fernando Janson
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
A Ofélia...
Pessoa incumbe a Campos tarefa inóspita de dar um "não" a Ofélia Queiroz, através de uma "carta-vale(n?!)te". Mas, se Pessoa não está em pessoa, na dissimulada missão do não-pessoa Campos de se fazer a pessoa representante de Fernando, então, pessoalmente, indago se D. Ofélia tenha, de fato, recebido tal missiva. E, se a recebera, talvez tenha duvidado das razões e intenções daquele astucioso Eng.° Naval, pondo-o sob suspeita; pois, como garantir que Fernando, em pessoa, tenha lhe solicitado tão árdua missão, de fato, já que quem escreve e assina é apenas uma fictícia "persona", apesar de real, do ponto de vista literário?! Quiçá tenha sido um "sim" disfarçado num seu heterônimo "não", de tal sorte que a "dúvida", traduzida em esperança, apontasse para um "talvez, quem sabe, um dia..."! Ou, não?!
- Jorge Pi
Carta a Ofélia Queiroz - 25 de Setembro de 1929:
Exma. Senhora D. Ophélia Queiroz,
Um abjecto e miserável indivíduo chamado Fernando Pessoa, meu particular e querido amigo, encarregou-me de comunicar a V. Ex.ª — considerando que o estado mental dele o impede de comunicar qualquer coisa, mesmo a uma ervilha seca (exemplo da obediência e da disciplina) — que V. Ex. ª está proibida de:
(1) pesar menos gramas,
(2) comer pouco,
(3) não dormir nada,
(4) ter febre,
(5) pensar no indivíduo em questão.
Pela minha parte, e como íntimo e sincero amigo que sou do meliante de cuja comunicação (com sacrifício) me encarrego, aconselho V. Ex.ª a pegar na imagem mental, que acaso tenha formado do indivíduo cuja citação está estragando este papel razoavelmente branco, e deitar essa imagem mental na pia, por ser materialmente impossível dar esse justo Destino à entidade fingidamente humana a quem ele competiria, se houvesse justiça no mundo.
Cumprimenta V. Ex. ª
Álvaro de Campos
eng. Naval
25/9/1929
ABEL
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Igreja de Santa Maria de Belém - Mosteiro dos Jerônimos
Gótico! Chão-terra. Céu-ar. Colunas de fogo hidratando nuvens que rodopiam no céu! Do Oeste, vê-se o Leste! Este Maravilhoso Ponto Focal Templário que une, em perspectiva, Terra-Água-Fogo-Ar!
- Jorge Pi
Fotografia capturada na Net
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