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sábado, 1 de outubro de 2016

A Graça...

A Graça está fervilhando em nossa mente-coração e, simplesmente, não damos a devida Atenção a Ela!
E a vida passa e, a passos soltos, nós nos perdemos de Sua Graciosa Presença!
E ainda culpamos os outros!
Nem nós somos culpados pelos nossos reveses, mas, tão-somente, os Responsáveis...
Ser irresponsável é uma forma de ser responsável, também!
Só que de ponta-a-cabeça!
Mas, a Graça Sempre está, Esperançosamente, a espera de Nós!

- Jorge Pi

Linda e Breve...

A vida é uma linda e breve oportunidade...

- Jorge Pi

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Brincar com palavras...

Os escritos que saem de mim, são apenas um passa-tempo... Talvez sejam reflexos de ações literárias, oriundas de 'outras paragens'... Digo isto, pois adoto um procedimento um tanto quanto automático, embora não seja bem um processo mediúnico... Encaro mais como o buscar coisas e penduricalhos no fundo do baú de minha memória experiencial mais profunda... Isto por que a abrangência de nossa vida não está delimitada à perimetral circunscrição da nossa atual encarnação... Como um ator que, atuando como um simples bancário, de repente, improvisa falas fora do 'script', oriundas de outras peças que, também de repente, a memória o permite utilizar... Há, dentro do "Mim" que posso mensurar tangencialmente, uma gama de sentimentos nostálgicos que reverberam em notas vagas de uma partitura que exprime arte, ciência, misticismo e filosofia! Jorge π fica só mirando, ao longe, como um fiel expectador de uma trama que vem se desenvolvendo há muito... Mas, o que posso dizer ao certo é que, graças a Deus, estou a Caminho da Luz! Nisto, devo muito com o que aprendi com queridos amigos de minha juventude de buscador das Coisas do Espírito... Um deles, aliás, já tendo nos deixado, sinto-o, vez por outra, "por perto", a me auxiliar, como uma brisa suave que vem, circunda e passa... Sou criança, ainda... Tenho muito o que crescer! Mas, agradeço e agradeço... E, entre um agradecimento e outro, surgem palavrinhas ao meu derredor e, então, nada mais posso fazer, a não ser brincar com elas...

- Jorge Pi 

sábado, 17 de setembro de 2016

Mundo

O mundo é o mundo...
Meu mundo é minha casa!
Minha casa é minha toca...
E ela toca fundo, em mim!
Minha toca, meu sossego...
Vejo tanto e só sou cego...
Nada vejo além de mim...
Olho o mundo e não o vejo...
Só desejo um mundo afim...
Fim de mundo é só o que vejo...
Num manejo sem mais fim!
Manivela... Mão e vela...
Vela o mundo humano, sim?!
Sai da toca, humano mundo,
Vai pro mundo: o mundo, em si!

- Jorge Pi

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Arcanum...

Misteriosamente, a gente se aquieta em torno da Sagrada Dança da Morte que nos abre Caminho Áquele Aquilo que não Sabemos, mas que Sentimos e, de tanto Sentir quase que completamente Sabemos, num Saber que nos distancia do domínio cognitivo a respeito, justamente, da Grande Incógnita que, em Particular e Distinta Onisciência, iremos Saber, um Dia!

- Jorge Pi

Tema de Santo (Domingos Montagner) e Maria Tereza (Camila Pitanga)
Mortal Loucura Maria Bethânia Letra: Na oração, que desaterra a terra Quer Deus que a quem está o cuidado dado Pregue que a vida é emprestado estado Mistério...
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Certeza

Sou um traço feito e refeito e que, ainda, muito hei de me refazer...
Sou um braço simples, que em sua simplicidade, estende-se à Vida em simples entrega, em busca de, simplesmente, Existir!
Sou uma forma de tino que decide ser algo e começa a crescer!
Sou uma brisa que passa, um sopro suave, um aroma a fluir!
Sou um trejeito discreto que se expressa calado, cultiva o Silêncio em preparo ao Dizer!
Sou a mais tenra fresta a querer ser janela a mirar paisagens do alvorescer!
Sou o que sou, sem ter, nunca, não-sido, tendo infinda certeza: nunca vou ser não-ser!


- Jorge Pi

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Feliz Idade Nova!

Há algum tempo, decidi mudar meus cumprimentos de felicitação natalícia, do usual "parabéns pra você", para uma minha neo-expressão: Feliz Idade Nova!
Aqui, não reivindico direito nenhum de autoria (apesar de ter sido criada por mim)... Nem, tão-pouco, faço restrição alguma do seu uso, indiscriminado, ou não, por quem quer que seja. Todavia, não posso dissimular a enorme satisfação imbuída de uma grande honra, caso venha ser disseminada de boca em boca, de postagem em postagem, de rede social em rede social... Afinal, que o destino de nossos filhos sempre seja o de dar-se ao mundo, não é mesmo?!
Dito isso, passo a afirmar que sempre estranhei como sendo desprovida de sentido a expressão secular "parabéns pra você"!
Não, que a deficiência estivesse na expressão, em si; mas, em minha tamanha inabilidade em decifrar-lhe o sentido léxico e semântico.
Pois, afinal, qual o significado preciso desta terminologia e por que nos acostumamos à sua repetição mecânica, sem nos indagarmos sobre seu tino e nossa compreensão em torno dela?!
Nos escritos do velho Machado de Assis, a forma 'parabém', no singular, é-nos configurada, inusitadamente, em vez da, ora em uso, 'parabéns', no plural. No entanto, dada a absorção vocabular desde a mais tenra idade, curiosamente, sempre somos levados, automatamente, a tê-la dissociada da ideia plural e, sim, como em 'lápis', no processo da invariabilidade gramatical. 
Ora, se o termo para-raios se refere a um dispositivo metálico pontiagudo, afixado no cume de um determinado edifício, cuja função é a de capturar, numa certa área, os eventuais raios que porventura ali se façam manifestos eletricamente, então para-bém poderia ser uma certa predisposição à atração de bens de toda sorte, na vida?!
Gosto de pensar que sim!
Mas, isso nos remete a um pequeno problema: ao desejarmos ‘parabéns pra você’, não estaríamos ofertando ao nosso amigo, ou amiga, parente ou conhecido, algo de ‘quantitativo’, quer de natureza material ou espiritual, sem a devida noção do peso deste nosso ‘mimo’, no sentido de que pode estar carregado de implicações insuspeitadamente inconsequentes, destarte toda nossa boa e singela intenção?!
Desta forma, em minha análise, talvez equivocada (reconheço!), é certo que estaremos desejando o Bem à pessoa-alvo de nossa intenção filantrópica; no entanto, persiste fato de que, muito provavelmente, trata-se de um desejo arbitrário de disseminação da Felicidade, vez que, desconcertantemente, nosso entendimento do que seja ‘certo’ ou ‘errado’, volta e meia está em discordância com a realidade factual das relações causais implícitas a toda experiência por nós vivenciada. Em outras palavras, algo que nos ocorra com aparência de bem, pode, no final das contas, acabar se tornando um mal; e, travestido de um inegável mal, um grande bem se nos bate à porta, inusitadamente, não é mesmo?!
Por esta simples e ora revelada razão, resolvi criar o termo FELIZ IDADE NOVA, numa perspectiva de não cercear a dor e o sofrimento, sob o pretexto de serem incompatíveis à consecução da Felicidade, na vida de alguém. Claro que não se trata de desejar os ‘paramales’; mas, insuflar na essência anímica daquele a quem nos dirigimos, a ideia de receber de bom grado o bem e o mal, como ferramentas indispensáveis a uma ascensional evolução pessoal.
Aliás, desejar ‘parabéns’ é focar o Indivíduo, em detrimento da pessoa humana objeto de nossa atenção. E, aqui, podemos digredir um pouco num entendimento particular: indivíduo é “o” sujeito temporal estanque, que podemos ver no momento em que, com ele ou ela, interagimos, destituído de sua implícita subjetividade mais profunda, dada a nossa tendência a focar o superficial, em vez do mais profundo, em tudo.
Pessoa, no entanto, trata-se da abrangência do ser que se instaura no Processo Existir e se expressa de forma múltipla e diversa, por intermédio do (e graças ao) Ser, que lhe dá suporte e potencialidade.
Pessoa, portanto, é o ‘fenômeno-numênico’ que está por trás, ou por dentro, do ‘númeno fenometizado’ chamado Indivíduo, com características mutáveis e mutantes e que pode ser ‘identificado’ por um documento oficial e uma aparência momentânea transitoriamente expressa em ser criança, adolescente, adulto e idoso, em sua vida.
Quer dizer: desejar FELIZ IDADE NOVA é direcionar um intento ‘qualitativo’ a uma PESSOA cuja abrangência axial se estende desde a concepção intra-uterina até a chamada morte.
Ou seja: desejar ao Ser Completo a possibilidade da Congratulação com o Testemunhar Presencial da Vida, em mais um novo ciclo solar de experiência evolutiva.
É não sobrecarregar o Indivíduo com o modo Ter de Existência, no qual, se o favorável acolhimento das boas coisas da vida é a tônica, o despreparo diante dos inevitáveis e, o mais das vezes, imprevisíveis revezes, no entanto, é patente; mas, verdadeiramente, PRESENTEAR a PESSOA com a salutar perspectiva de uma esperançosa e amadurecida comunhão com as misteriosas deliberações causais, que nos permeiam, inelutavelmente, o Caminho, e nos permitem, generosamente, o Caminhar.
Assim, desejar FELIZ IDADE NOVA é, simplesmente, fazer perceber que toda idade É NOVA, independentemente de nossa idade cronológica, e sempre nos abre um Portal para o NOVO que nunca, em hipótese alguma, deveríamos, displicentemente, negligenciar!
Além do mais, podemos, subliminarmente constatar que o termo FELIZ IDADE NOVA, repito, pode ser uma graciosa e poética corruptela de FELICIDADE NOVA que nos é dada totalmente de GRAÇA, na Nova Idade cronológica que adentramos, enquanto Indivíduo que passa, no âmbito processual de Pessoa, na Generosa e Ininterrupta Celebração da Vida! 

- Jorge Pi 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

É!!!...

É!...
Temos mesmo de manter os pés no chão, apesar de aspirarmos pela realização dos mais nobres ideais místicos...
Aliás, o mundo, constantemente, tenta, de toda maneira, impor um padrão de forma-pensamento muito aquém daquilo que buscamos, como criaturas falhas e hunanas em busca do verdadeiro conhecimento de si próprios...
Apesar disto, no entanto, busco sempre argumentar para mim mesmo que nossos esforços para a realização das virtudes que somos exortados a manifestar, em nossas vidas, através de nossos compromissos firmados conosco mesmos, devam ser encarados como um 'luxo salutar' de exacerbação do Princípio da Simplicidade, ao nos permitirmos não nos desvencilhar da leveza de nossa Espiritualidade, em detrimento da inegável aspereza de nossa Materialidade...
Assim, sempre seremos ricos, mesmo que, eventual ou habitualmente sejamos pobres, materialmente, pois viveremos na Graça e, portanto, aptos a manifestar Graciosa Idade, qualquer que seja nossa idade cronológica...
Mas, não devemos mesmo nos deixar enredar, jamais, ao estado ilusório da Fantasia e do afastamento da Razão, em nossa Caminhada em Direção ao Grande Além de Dentro...
Todavia, devemos ter o cuidado (isto sim!), de não sucumbirmos à Misantropia, mas sermos lúcidos e silenciosos agentes da Filantropia, em toda nossa experiência existencial!

- Jorge Pi

De lírio...


Pessoa certa...(?!)
Pessoa, acerta!
Ressoa, aberta...
Cansou?! Alerta!
Quebrou, conserta!
Mas, soa incerta?!
Passou, na certa!...
Restou, deserta:
Não sou oferta!
Pois sou quem flerta...
Dançou, mulher, tá?!

Que nada!
Só mente...
Cobrindo revés...
Pavoneando perdas:
Penagem tão linda...
Feiúra nos pés!

- Jorge Pi

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O Homem?!

O Homem são seus olhos...
Mas, a paisagem muda por causa de um olhar?!
A paisagem, não... Mas, a acuidade de sua percepção!
Olhar é o método, cuja meta é Ver!
A Beleza está em quem, olhando, de repente... Vê.
Nossos julgamentos precipitados a respeito de tudo ao nosso redor, o mais das vezes, torna-nos injustos com o Criador...
Aliás, toda a Criação é Bela... Se prestarmos a devida Atenção e não nos limitarmos a olhares... distaaaantes...

- Jorge Pi

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Lágrimas...

Lágrimas de amor que, tormentosamente, caem de alturas imensamente submersas em diminutas lâminas de águas dispersas em angustiantes formas de ser nada além de nós mesmos!

- Jorge Pi



Lágrimas de amor que, tormentosamente, caem de alturas imensamente submersas em diminutas lâminas de águas dispersas em angustiantes formas de ser…
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Aí...

Aí a Vida nos dá um solavanco e experienciamos o sabor da incerteza e da estupefação... Mas, em contrapartida, vem a Arte em nosso socorro e, como uma massa caudalosa d'água posta bem abaixo de nossa nau-corpo-mente, dá-nos a possibilidade de navegabilidade libertária do suplício da dor e da calamidade, então, instauradas em nós! E, de onda em onda, a terra firme tão almejada começa, potencialmente, a ser vislumbrada... E, por antecipação, a água é terra e, a lágrima, sabor de Vitória Interior!

- Jorge Pi

Oferta

Quem sou?! De onde vim?! Para onde vou?!
Sou um pedaço do Universo num fragmento de vida...
Vim de onde nunca poderei dizer que sai, pois ainda vibra, em mim, a minha própria Origem...
Vou como quem fica a se projetar de modo estático, numa curvilínea quadratura que tangencia a Grande e Reticente Metapropensão ao Inefável e indubitavelmente Insondável SER VERDADEIRO que Sou...
Então, relaxo em minha peculiar insignificância... E, focado no Aqui-Agora, sou um Eterno PRESENTE perene e imodestamente Ofertado a Mim Mesmo!

- Jorge Pi

Entusiasmo...

A morte existe em existências mortas... Mas, nos domínios do Entusiasmo, a Vida é uma Grande Festa! Pois, o Entusiasmo é Deus mesmo Agindo em nós!...

- Jorge Pi

Somente...

Em certezas, incertezas se instauram...
E já não nos restam a menor dúvida de que, de certo, somente...

- Jorge Pi

Patê

Carinho e afeto são os elementos que compõem a essência do amor verdadeiro... Em nada... Em nenhuma situação sejamos negligentes quanto a estes dois itens fundamentais em nossa vida e em nossos interelacionamentos... Sob pena de não nos darmos ao direito de sentarmos, com dignidade, à mesa na qual nos é servido o mais nutritivos dos alimentos: o delicioso patê da Felicidade!

- Jorge Pi

Grande Coisa

Assumo, sem o menor melindre,
que não sou mesmo Grande COISA...
Coisa é não-Ser...
E, Eu: SOU!!!

- Jorge Pi

Proteger

Proteger a pele: revestir de roupas...
Proteger os sonhos: acordar calado...
Proteger os olhos: revestir de pálpebra...
Proteger a mente: dispensar pensares...
Proteger narinas: desgastar perfumes...
Proteger ouvidos: recusar verdades...
Proteger virtudes: simular pecados...
Proteger os lábios: recatar os beijos...
Proteger os passos: descansar as pernas...
Proteger os braços: dispensar as brigas...
Proteger as costas: esquecer passados...
Proteger o nome: ser humilde e casto...
Proteger a alma: respirar o Divino...
Proteger a face: mascarar o medo...
Proteger a vida: não morrer tão cedo...

- Jorge Pi

Dom...

Capitu captava bem o tino de Bentinho...
Um amor circundado por poesia plena a transbordar em desejos cândidos de ser Lua em ser Sol, numa estonteante efusão de autenticidade em mal-disfarçada suspensão cardíaco-cognitiva de uma multifacetada e indubitável Felicidade!

- Jorge Pi

Dança das Possibilidades Cármicas...

Nós nascemos e nos acostumamos com a ideia de que as ocorrências da vida estão circunscritas apenas em nosso entendimento de sermos o sujeito que, ora, somos, desde nossa concepção... E nem suspeitamos que, o que ora somos, deve-se a causas inumeráveis a se perderem num passado astronomicamente distante e, irremediavelmente, consumado... E, numa maravilhosa dança das possibilidades cármicas, vamos nos emaranhando em uma enorme teia causal, na qual, tudo o que nos diz respeito se resume a termos que, compenetradamente, aprender a amar e, generosamente, amar aprender!
Discípulos de nós mesmos - pois o Mestre habita em nós, teimamos em ignorar que somos, em verdade, eternos amantes de nós próprios, pois o Amor que perseguimos, sem sucesso, na exterioridade, oculta e magnanimamente, espera e espera pelo nosso despertar, quando o veremos Face a Face e, então, interromperemos definitivamente nossa desesperada e equivocada busca por onde Ele jamais deveria ser procurado: nas ilusórias e mutáveis dimensões espaço-temporais da Existência Universal!

- Jorge Pi

Solidão

Solidão...
Solidamente, solícita...
Só lidando com os dons que sempre nos acompanham é possível esquivar-se de uma provável e consequente desolação!
Só lhe dão trégua os que se negam a ser livres...
Liberdade é assim:
a Vida vem e nos dá a nós mesmos!
Só...

- Jorge Pi

..." . "...

O
    
   Nada
       
           é

             nada

                     do

                         que

                               possamos

                                               imaginar...



- Jorge Pi

Afetos...

Há feto no afeto que afeta a fé
de quem tá pra afetar,
sem ter muito o que afete...
Desafetos não afetam,
pois a fé tá pra lá!!!... 

- Jorge Pi

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Minha Vocação...

Minha vocação é Ser... Humano! Fui feito para ver, ouvir, cheirar, degustar, tatear, pensar, presumir, intuir, sacralizar, descobrir, decifrar, gargalhar, falar, gritar, beijar, abraçar, criar, procriar, corrigir, recriar, enrubescer, chorar, sorrir, andar, correr, nadar, mergulhar, reemergir, respirar, comer, beber, ler, escrever, reescrever, assinar, estudar, aprender, ensinar, reaprender, analisar, sintetizar, dialogar, ajudar, dar, receber, multiplicar, dividir, diminuir pra somar, plantar, podar, remanejar, copular, gozar, conceber, conceder, permitir, reclamar, encarnar, desencarnar, reencarnar, viver, reviver, sonhar, realizar, tocar, pintar e bordar! Enfim... Ser Feliz... Quer dizer: Amar!!!

Jorge Pi

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Observação...

Pré-ocuparmo-nos

é não oportunizar o momento certo para nos ocuparmos,

'ou não',

no solucionamento devido e,

indubitavelmente, adequado.



Jorge Pi

Ganho Duplo...

A Amizade pressupõe uma entrega para o outro,

numa correspondência recíproca...

Doando o nosso Eu, somos presenteados com o Eu do outro...

Mas, na entrega, há um ganho duplo:

nosso Eu nunca 'sai' de nós, de verdade,

não é mesmo, meus queridos Amigos!



Jorge Pi

Querer ser Mais...

Querer ser mais... Bem mais! E me deparar com tantos limites...

Parar de desejar... E me contentar, apesar das barreiras!

E, em meio à conformação e ao contentamento,

mergulhar nas águas profundas de minha alma

e me banhar de renovada esperança... Que a vida é como um rastro de algo indefinidamente perdido em tantas demoras de recordações achadas a esmo, de tanto querermos ser mais que bem mais!...


Jorge Pi

Em ti...

Onde, você que espero?!

Quando, que eu desconheço?!

Como, tão doce mistério?!

Vinde!!! Espero-te pleno...

Reconheço-me em ti!!!


Jorge Pi

Apressadamente...

No caminho,

paisagens passando,

apressadamente...

Caminho, parado...

Paisagens, que andam!



Jorge Pi

Eu sei...

'Oi!' pode ser 'oi!' ou pode ser 'dor'...

Mas, sempre é 'oi!'!

Quer dizer: besteira... Eu sei!

Razão...

Buda está certo...

Desejar é perder!

Contentar-se é re-encontrar...



Jorge Pi

Desejo...

Que

eu

sempre

seja

meu

bom

companheiro!



Jorge Pi

Dispensabilidade...

A dispensabilidade é o que mais nos aflige...

Por isto termos tanto medo da morte!

Mesmo o suicídio denuncia a sua conexão direta

com o horror de sermos o que somos:

totalmente dispensáveis!

A prática diária da Meditação deveria ser uma rotina, em nossas vidas,

como a alimentação e o asseio corporal...

Fechar os olhos e, numa entrega plena à Consciência Divina,

VER o Conjunto das Coisas

e COMPREENDER o Verdadeiro Sentido de Tudo.

E, então:

AGRADECER!!!



Jorge Pi

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Pó Mágico...

O Tempo tem pó mágico de Pirlimpimpim...

Mas, Pirlimpimpim é um dos apelidos da Alma Humana...


Jorge Pi

Ide!

Dores do mundo,

ide aos campos mais vastos de uma onírica colina...

Dissipem-se em flores de odores fugazes,

numa reminiscência estanque,

em perene transitoriedade...



Jorge Pi

Bem mais...

Querer ser mais... Bem mais!

E me deparar com tantos limites...

Parar de desejar...

E me contentar, apesar das barreiras!

E, em meio à conformação e ao contentamento,

mergulhar nas águas profundas de minha alma e me banhar de renovada esperança...

Que a vida é como um rastro de algo indefinidamente perdido

em tantas demoras de recordações achadas a esmo,

de tanto querermos ser mais que bem mais!...


Jorge Pi

Sair pra Caminhar...

Saí para caminhar...
Mas não sou adepto dos templos erigidos para fins de culto ao Deus Corpo. Academia, para mim, diz respeito à ginástica Mental, tendo em vista o florescimento do Ser Humano, conforme concebido por Platão, na Grécia Antiga.
Minha ginástica se resume a dar um passo atrás do outro e, assim, levando minha sombra material de mim mesmo, passo-a-passo, posso me dar ao deleite de celebrar a existência... Por tabela, a boa saúde agradece e me faz companhia na trajetória que vai daqui de minha casa até aqui de volta a ela.
No caminhar, inúmeros são os trajetos que percorro, subjetivamente... Traçada uma rota invariável, na invariabilidade me desloco, numa variabilidade invariável!
Meu pensamento se projeta e já não são somente minhas pernas que me levam... Leve, entrego-me à mente para um passeio atemporal.
As pessoas que passam são idéias que ficam. E, de idéia em idéia, ando em uma estrada interna, paralelamente...
Se caminho, trago, em mim, todos os caminhantes e seus caminhares como companheirinhos de uma trajetória infinda.
E desde que não me envolva, tal procissão me cativa... E eu não me apercebo; mas, quando vejo, retornei!... Chego em casa transformado em um outro sem, contudo, ter mudado. Foi somente um exercício em constante mutação. No entanto, na mudança, sempre busco não ser outro...
Afinal, sermos nós mesmos não é ser muito... É ser Tudo, não é mesmo?!

Jorge Pi

SInfonia...

Sinfonia!

Um grande SIM à 'fonia'...

Ao cultivo da harmoniosa sonoridade,

em uma Unidade de Propósitos que nos comove e nos enriquece...

Sim, Fonia,

Vinde aos meus ouvidos-mundo!


Jorge Pi

Sonhar...

Sonhar é viver oniricamente uma realidade paralela,

na qual nós somos o "outro" que, em nós, habita...

Desejos se confundem com a ternura de se ser sem mil máscaras!

O problema é que nós não nos conhecemos, de fato,

a não ser através das próprias máscaras;

então, em contato com a nossa extrema nudez psicológica,

deparamo-nos com uma invulgar caoticidade experiencial

que se traduz por um manancial de arquétipos, os mais variados...

Como se o Desconhecido nos desse um abraço e um beijo,

no intuito de se fazer notado,

a despeito do quão diminuta seja nossa objetiva consciência disto...


Jorge Pi


😉

Vida-Lida

Um primor!

Escritos d'Alma de minha 'maninha' Tereza Cristina (pra mim, só...Dindinha!...)

Ao longo da vida, na lida tão linda, brotaram impressões impressas, agora...

Poesia é a Alma desta vida lida...

Poemas discretos, repletos de Linda Vida!

Sou suspeito, mas, VIDA-LIDA Promete!Sucesso, minha irmã!



"No silêncio de minha voz tão falante, saem versos querendo ir ao mundo. Nem todos são possíveis no papel. Fazem-se Vida-Lida, como se poesias fossem". (Tereza Cristina Pinheiro Souza)


Face...oculta.

Minha cara face... oculta de mim mesmo a minha sombra!

Enche-me de Luz, por toda a Vida, com muito Amor!

Torna-me Agente Pleno do Criador!

Unge-me com o Óleo Santo dos que procuram se Encontrar!

Guia-me, por todo Sempre, na Senda Reta do Despertar!

Torna-me Eu Mesmo, sem medo algum de Me Expressar!


Jorge Pi

Pensando...

Estou pensando em como ressoam, às vezes,

em repercussões alheias às pretensões originárias,

os meros desdobramentos de espontâneas - apesar de um tanto incautas,

manifestações de afeto,

nascidas de um coração puro

incitado por uma mente imaginativamente sofisticada

e propensa ao que há de melhor, na vida!

Jorge Pi

Linda Redundância...

O amor verdadeiro está na verdade amorosa!

A amorosidade plena é atingida, nos domínios da verdade...

Mas, o que é a verdade?!

Ou, então: mas, o que é o amor?!

O Amor Verdadeiro é uma Linda Redundância!

Jorge Pi 

domingo, 14 de agosto de 2016

Não determinado...

Não-Ser amado...

Amo-te com todas as forças do meu Ser Alado!

Amo-te, apesar do tudo que comportas tanto quanto o nada que te representa...

Não ser, amado, faz de tua essência um relicário casto,

Cheio de um vazio amplo e envolventemente árido!

Quanto vem de ti, à minha triste sina?!

Quanto vai de mim pra tua saga estanque?!

Segue, não-Ser tanto: tonto!

Sigo-te, sendo tonto, tanto!

Dadivosamente, no entanto, eis que o ser não-Ser acolhe o Ser...

E, ao lado, o Ser Alado fica!

Contagiantemente, não determinado...


Jorge Pi

Re-buscar...

Re-buscar a firmeza sensível da infância perdida

em nossa criança interna

é rebuscar de sensibilidade firmemente encontrada

justamente naquilo que precipitadamente se presumia estar,

irrevogavelmente,

perdido

no fundo

do rarefeito e sacrossanto

silêncio monástico

do nosso abismal coração!...

Jorge Pi